Itália convoca reunião emergencial para debater pandemia

Comitê discutirá medidas para evitar propagação da Covid-19

Comitê discutirá medidas para evitar propagação da Covid-19
Comitê discutirá medidas para evitar propagação da Covid-19 (foto: ANSA)
09:41, 10 OutROMA ZCC

(ANSA) - O ministro da Saúde da Itália, Roberto Speranza, deve participar neste domingo (11) de uma reunião emergencial convocada pela Comissão Técnica-Científica para debater o aumento de novos casos do coronavírus Sars-CoV-2 na última semana e a capacidade do governo de realizar testes em massa.

"Ainda não saímos da fase mais difícil. Devemos manter com firmeza todas as medidas de segurança com determinação, para continuarmos a ter números ainda menores do que os registrados em outros países europeus", disse Speranza, em vídeo divulgado no fim do encontro sobre "Cuidados de saúde pós Covid-19", no teatro Bellini, em Catânia.

Segundo o ministro, "aqueles que argumentam que as medidas de prevenção são apenas armadilhas, estão dizendo enormes bobagens". "Só um país seguro pode correr mais rápido e recomeçar com mais energia e determinação", acrescentou.

Speranza defendeu que a palavra-chave é proximidade, com um sistema de saúde que aborde os reais problemas das pessoas. Além disso, ressaltou a importância da união na luta contra a Covid-19.

"Devemos construir um grande pacto pelo país porque o futuro do nosso país passa pelo seu sistema nacional de saúde", disse o político, enfatizando que a "lição do coronavírus nos diz que o sistema nacional de saúde é o que há de mais importante.

Para Speranza, o governo precisa "voltar a investir", já que "por muitos anos, os gastos com saúde foram penalizados". "Hoje o vírus nos permite mudar de marcha. Estamos apenas no começo e devemos usar todas as ferramentas de que dispomos para abastecer o sistema nacional de saúde".

No último balanço divulgado ontem (9), a Itália registrou 5.372 novos casos do coronavírus em um período de 24 horas, maior número para um único dia desde 28 de março, quando haviam sido contabilizados 5.974 contágios.

O avanço da doença no país tem sido motivo de preocupação, o que levou o governo a prorrogar o estado de emergência devido à pandemia até 31 de janeiro de 2021. Apesar de descartar impor uma nova quarentena, o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, está debatendo novas medidas para conter a propagação do vírus.

A expectativa é de que um novo decreto apresente regras que proteja os setores considerados prioritários, como serviços essenciais, escolas e atividades produtivas, além de evitar um novo bloqueio nacional.

Entre as medidas estão um reforço do smart working, fechamentos "cirúrgicos e oportunos", possíveis restrições no transporte público e alteração no horário de funcionamento das instalações, bloqueio de eventos em massa e, se necessário, proibição de viagens entre regiões.

"É claro que haverá um impacto. Os detalhes das medidas ainda não estão prontos, mas estamos pensando em um pacote de intervenções. Começando com fechamentos localizados quando necessário", confirma a subsecretária de Saúde, Sandra Zampa.  (ANSA)

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