No 'Dia da Saúde Mental', Mattarella alerta para efeitos de isolamento

Presidente disse que pandemia agravou sofrimento das pessoas

Presidente da Itália divulgou mensagem para celebrar a data
Presidente da Itália divulgou mensagem para celebrar a data (foto: ANSA)
13:02, 10 OutROMA ZCC

(ANSA) - No Dia Mundial da Saúde Mental, o presidente da Itália, Sergio Mattarella, afirmou que a data é uma oportunidade para refletir sobre as necessidades das pessoas com vulnerabilidade psíquica, principalmente neste momento de isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

"Este ano, os acontecimentos da pandemia agravaram o sofrimento das pessoas afetadas por doenças psíquicas, muitas vezes forçadas a viver longe de suas famílias por razões terapêuticas e que em alguns casos se viram enfrentando a solidão nos efeitos do isolamento", explica o líder italiano.

Em sua mensagem, Mattarella ressalta que "um papel fundamental no apoio às pessoas com doença mental continua a ser desempenhado pelas famílias, muitas vezes sobrecarregadas de difícil gestão do ponto de vista econômico e relacional".

Segundo o presidente da Itália, isso faz "o papel das instituições se tornar importante, para que ninguém fique só" e para que seja permitido a todos o acesso aos mais adequados atendimentos em todo o território nacional, em particular nas escolas e demais espaços educativos e relacionais, que devem ser incentivados e apoiados para a criação de redes e formas de integração entre as pessoas.

Para o chefe de Estado, portanto, "a saúde mental é um direito que deve ser garantido a todos, protegendo e apoiando aqueles que não podem se auto representar".

"A Itália está há algum tempo na vanguarda no tratamento do assunto e é uma referência no contexto internacional. Por isso, é importante continuar a apoiar investimentos em programas de saúde mental. O não cumprimento deste compromisso constituiria um retrocesso cultural e civil que, neste momento, o nosso país não pode suportar", enfatizou.

Por fim, Mattarella explicou que "o compromisso das instituições e da sociedade civil deve ser o de proteger a dignidade de todos os indivíduos, apoiando-os também sobretudo em condições de fragilidade.

"Devemos estar ao lado de quem luta contra o sofrimento psíquico, para que uma vida de inclusão e superação de preconceitos e discriminações seja garantida a todos", concluiu.  (ANSA)

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