Tensão marca protesto de grupo negacionista em Roma

Ato contra medidas sanitárias reúne centenas na capital italiana

Ato contra medidas sanitárias reúne centenas na capital italiana (foto: ANSA)
13:07, 10 OutROMA ZCC

(ANSA) - Dezenas de pessoas participam de um protesto negacionista em Roma, neste sábado (10). Os manifestantes criticam o governo italiano pelas medidas sanitárias contra a disseminação do novo coronavírus (Sars-CoV-2) e o que chamam de "ditadura sanitária".

Durante o ato na Piazza San Giovanni, um dos participantes foi detido pela polícia italiana por não usar máscara de proteção, item obrigatório para o evento ser realizado, assim como o distanciamento social.

"Vergonha, vergonha", grita um grupo, enquanto outros indivíduos se aproximam da polícia ressaltando "Vocês têm que prender todos nós".

Em um ponto da praça, os manifestantes colocaram um esqueleto de plástico com uma máscara, na qual é possível ler a seguinte frase: "Não estou morto de coronavírus, mas de fome".

Além disso, diversas bandeiras da frente soberana italiana são carregadas pelas pessoas. "Não sou negacionista. Estou aqui porque não quero a ditadura" e "L como máscara opcional de liberdade" são algumas das frases escritas em dezenas de cartazes.

Na praça Bocca della Verità (Boca da Verdade), um monumento romano que entrou para o folclore popular como um detector de mentiras, os manifestantes defenderam que a máscara é prejudicial porque "nos faz respirar nosso dióxido de carbono".

"Queremos um comitê técnico-científico que também esteja aberto a professores conceituados que pensam diferente e que ninguém escuta. Por que não me levanto a máscara? Existe uma lei que proíbe a distorção do rosto. Se quisermos respeitar as leis, respeitemos todas", afirmou Paolo Martini, 54 anos, gerente esportivo.

Vários policiais estão presentes no local, onde foi registrado um momento de tensão quando dois jovens começaram a xingar a imprensa.

No último dia 5 de setembro, um ato semelhante foi realizado em Roma e reuniu centenas de pessoas sem máscaras. Na ocasião, o movimento neofascista Força Nova queimou imagens do papa Francisco e do fundador do partido Movimento 5 Estrelas (M5S), Beppe Grillo. (ANSA)

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