Itália estuda proibir festas e atividades esportivas por Covid

Decreto deve ser finalizado pelo governo nesta segunda (12)

Decreto deve ser finalizado pelo governo nesta segunda (12)
Decreto deve ser finalizado pelo governo nesta segunda (12) (foto: ANSA)
16:42, 11 OutROMA ZCC

(ANSA) - O governo italiano debate neste domingo (11) uma série de medidas contra a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) para anunciar um novo decreto em âmbito nacional.

Segundo fontes oficiais, o documento prevê uma limitação de pessoas para participarem de festas particulares, incluindo as realizadas em residências, e a suspensão das atividades esportivas, como o futebol.

Além disso, a vida noturna terá regras mais rigorosas, com a proibição de venda de bebidas alcoólicas após às 22 horas e alteração no horário de funcionamento dos estabelecimentos.

A possível redução da capacidade máxima de pessoas nos meios de transporte também está sendo analisada, passando dos atuais 80% para 50%. O esboço ainda prevê que 70% dos funcionários da Administração Pública sejam mantidos em home office.

Apesar das informações terem sido reveladas, o Ministério da Saúde afirmou neste domingo (11) que o texto com as medidas é "fake news".

A expectativa é de que um novo decreto seja lançado nesta segunda-feira(12), após uma nova reunião entre o governo nacional e as regiões.

Nos últimos dias, os novos dados sobre a pandemia têm gerado preocupação, o que também fez o ministro da Saúde, Roberto Speranza, convocar uma reunião emergencial com a comissão técnico-científica sobre novas medidas de contenção.

"Os próximos meses serão difíceis mesmo que não sejamos como outros países europeus, como França, Reino Unidop e Espanha, que têm muito mais casos todos os dias. Mas a circulação do vírus ainda é significativa, então temos que aumentar o nível de guarda", afirmou Speranza.

No encontro ficou decidido que não será mais necessário as pessoas contaminadas realizarem dois testes swab para confirmar o fim da quarentena após o primeiro exame ter resultado negativo.

Desta forma, apenas um diagnóstico negativo será necessário para "liberar" os pacientes da Covid-19. A decisão foi tomada para reduzir imediatamente a forte pressão sobre o sistema nacional de saúde e para possibilitar a realização dos testes em mais pessoas.

Além disso, o comitê decidiu reduzir o período de quarentena de 14 para 10 dias. (ANSA)

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