Campânia fecha escolas por Covid e recebe críticas de ministra

Região no sul da Itália anunciou novas medidas restritivas hoje

Região no sul da Itália anunciou novas medidas restritivas hoje
Região no sul da Itália anunciou novas medidas restritivas hoje (foto: ANSA)
19:08, 15 OutNAPOLES ZCC

(ANSA) - O governo da região da Campânia, no sul da Itália, anunciou nesta quinta-feira (15) que fechará as escolas do território até o final de outubro, em mais um esforço para conter a propagação do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

A nova medida é uma das regras disponíveis no decreto que será assinado hoje pelo governador Vincenzo De Luca.

Segundo o texto, as aulas presenciais nas escolas primárias e secundárias da Campânia serão suspensas do dia 16 a 30 de outubro. As atividades didáticas nas universidades também serão paralisadas, com exceção das relativas aos estudantes do primeiro ano.

Além disso, De Luca proibirá as festas, incluindo as decorrentes de cerimônias civis ou religiosas, em locais públicos, abertos ou privados, internos ou externos, com convidados que não fazem parte da família que vive na mesma residência.

As atividades em clubes e em áreas recreativas serão suspensas, enquanto que os órgãos públicos e gabinete terão que alterar o horário de atendimento diário.

O novo decreto ainda afirma que todos os estabelecimentos comerciais, como bares e restaurantes, estão proibidos de vender no formato take away [comida para levar] a partir das 21h (horário local), sendo permitida a entrega sem limite de tempo.

Essas medidas se somam às já previstas nos decretos anteriores, como o uso obrigatório de máscaras de proteção.

Hoje, a Itália registrou 8.804 novos casos de Covid-19 em um período de 24 horas, a maior quantidade diária desde o início da pandemia no país. Do número total, 1.127 contágios foram contabilizados somente na Campânia.

"Depois do surto de infecções na Campânia foram tomadas medidas restritivas com o duplo objetivo de limitar ao máximo as circunstâncias de aglomerações perigosas em cada setor privado e público, e com o objetivo de minimizar a mobilidade difícil de controlar", diz o documento.

O governo da Campânia também destaca o "altíssimo nível de contágio registrado entre famílias e decorrentes dos contatos no meio escolar".

Repercussão -

Após o anúncio do fechamento das escolas, a ministra da Educação, Lucia Azzolina, criticou a medida e disse que "é uma decisão muito grave e profundamente errada e inadequada".

"Parece haver uma persistência do governador contra a escola. Na Campânia, 0,75% dos alunos testaram positivos na escola e certamente não foi só na escola. A média nacional é de 0,80. Se houver crescimento, certamente não é culpa da escola", afirmou a ministra italiana a RaiRadio1. (ANSA)

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