Itália veta realização de tradicionais mercados de Natal

Governo ainda pede que avós sejam visitados apenas por urgências

Mercados de Natal da Itália não poderão ser realizados neste ano
Mercados de Natal da Itália não poderão ser realizados neste ano (foto: ANSA)
13:05, 07 NovROMA ZGT

(ANSA) - Os tradicionais mercados de Natal da Itália, realizados de sul a norte do país anualmente, não poderão ser realizados em 2020 por conta da pandemia do coronavírus Sars-CoV-2, determina um esclarecimento publicado neste sábado (7) no site do governo.

Na seção de perguntas frequentes sobre o decreto publicado no dia 3 de novembro, as autoridades esclarecem que a "realização de manifestações locais com prevalente caráter comercial e também de feiras, como no caso dos mercados de Natal, mas realizadas fora dede espaços dedicados à atividade comercial ordinária, estável ou periódica, está vetada".

Especialmente no norte da Itália, os mercados são um dos maiores atrativos de fim de ano para celebrações entre amigos e familiares, com a venda de artesanato local e tradicional. A regra vale para todas as regiões italianas, estejam elas em qualquer uma das fases determinadas pelo novo decreto: verde, amarelo, laranja ou vermelho. Tirando a primeira classificação, todas as demais têm restrições que vão aumentando conforme o avanço do vírus que causa a Covid-19.

Entre as perguntas apresentadas, também está desaconselhada a visita para avós em todo o território "exceto por motivos de urgência".

"Isso porque os idosos estão entre as categorias mais expostas ao contágio da Covid e devem evitar, sempre que possível, o contato com outras pessoas. Por isso, esses deslocamento deve ser admitido apenas em caso de extrema necessidade, se ambos os genitores são impossibilitados de terem os filhos por perto por razões de força maior", diz o texto.

Segundo o último boletim epidemiológico, divulgado nesta sexta-feira (6), pelo Ministério da Saúde, a Itália teve 37.809 novos casos de coronavírus e 446 óbitos em 24 horas, elevando o total de contaminações para 862.681 e o de vítimas para 40.638. (ANSA).
   

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