Diques não são ativados e Praça San Marco alaga em Veneza

Água provocou alagamento na Basílica, campos, ruas, casas e em lojas

Água provocou alagamento na Basílica, campos, ruas, casas e em lojas (foto: ANSA)
16:09, 08 DezVENEZA ZCC

(ANSA) - Depois de dois meses em funcionamento, o sistema de diques anti-inundações em Veneza não foi ativado nesta terça-feira (8), alagando, assim, a famosa Praça San Marco.

Com isso, o fenômeno da "acqua alta" atingiu 122 centímetros e deixou parte do centro da cidade inundada. O Centro de Marés do Município de Veneza emitiu um comunicado alertando para o agravamento das condições meteorológicas e prevendo um pico máximo da cheia de 135 centímetros.

Além disso, a expectativa é de que em Chioggia, cidade vizinha à capital do Vêneto, a maré alta poderá chegar a 145 centímetros.

"A situação é terrível, estamos submersos de forma dramática", afirmou à ANSA Carlo Alberto Tessein, procurador da Basílica de São Marcos. "O nártex está completamente alagado e, se o nível subir novamente, as capelas internar também irão para baixo d'água", acrescentou ele, contando os estragos na igreja.

A água provocou o alagamento na Basílica, campos, ruas, casas e em lojas da região. De acordo com os especialistas, a maré atingiu o máximo de 138 centímetros às 16h25 (horário local) e agora está baixando lentamente.

O prefeito de Veneza, Luigi Brugnaro, está acompanhando a evolução da situação e afirmou, em uma publicação no Twitter, que a alta acontece devido ao "reforço anómalo do vento".

"Tínhamos uma previsão de maré máxima de 125 centímetros, mas no mar o vento aumentou muito, tinha uma força extraordinária, não prevista", explicou Brugnaro, ressaltando que "as cheias dos rios Tagliamento e Piave" também contribuíram para o aumento do nível ao longo da costa.

O prefeito de Veneza ainda disse que a ativação das barreiras do "Mose" precisa de tempo e é necessária uma previsão do tempo mais ampla. No total, leva pelo menos uma hora para levantar completamente os 78 portões. A expectativa é de que as barreiras sejam ativadas assim que a "acqua alta" diminuir um pouco.

"Agora, provavelmente será necessário colocar o sistema em pré-alarme, mesmo em um nível inferior". De acordo com o político italiano, as regras da sala de controle terão de ser revisadas.

A enchente ocorre depois dos diques anti-inundação de Veneza ficarem levantados por quase 48 horas no último fim de semana, batendo recorde de funcionamento desde sua entrada em serviço em caráter emergencial, em outubro passado.

O gatilho definido pelas autoridades italianas para acionar o Mose é de 130 centímetros, porém, quando a obra for concluída, em dezembro de 2021, as barreiras serão erguidas sempre que a maré superar os 110 centímetros. (ANSA)

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