Prefeita de Turim é condenada por mortes em festa da Juventus

Confusão aconteceu em 2017 e deixou duas pessoas mortas

Appendino foi condenada a um ano e meio de prisão
Appendino foi condenada a um ano e meio de prisão (foto: ANSA)
11:47, 27 JanTURIM ZRS

(ANSA) - A prefeita de Turim, Chiara Appendino, foi condenada nesta quarta-feira (27) pela confusão na Piazza San Carlo, em 3 de junho de 2017, durante a transmissão do jogo da Juventus na Liga dos Campeões. O caos causou duas mortes.

Na ocasião, uma grande confusão tomou conta do local, onde torcedores se acumularam para assistir ao jogo entre Juventus e Real Madrid pela final da Liga dos Campeões.

A tragédia deixou mais de 1,6 mil feridos e causou a morte direta de Erika Pioletti e indireta de Marisa Amato, que faleceu 18 meses depois por complicações que podem ter sido provocadas por erros médicos.

Appendino foi condenada a um ano e seis meses de prisão no julgamento que aconteceu com "rito abreviado", ou seja, quando o réu dispensa a presença de testemunhas de defesa para garantir uma redução da pena.

Além da prefeita, também foram sentenciados o ex-chefe de gabinete Paolo Giordana, o ex-presidente da Turismo Torino (órgão que se encarregou da criação do evento) Maurizio Montagnese e Enrico Bertoletti, profissional que cuidou do projeto da celebração.

O procurador Vincenzo Pacileo afirmou que o evento foi mal organizado. Para ele, Appendino "tinha função não só política, mas também gerencial".

Em uma publicação em suas redes sociais, Appendino afirmou que se sente "amargurada", mas declarou estar "confiante em poder afirmar nossas teses nas próximas etapas do julgamento".

"Essa trágica história me marcou profundamente. Os dias e meses que se seguiram foram os mais difíceis tanto do meu mandato, como da minha vida pessoal. A dor pelo que aconteceu naquela noite continua viva e sempre a carregarei comigo", escreveu a prefeita.

O tumulto foi provocado por quatro jovens que usaram spray de pimenta no público para cometer roubos. O Tribunal de Turim condenou o grupo por homicídio culposo. (ANSA).
   

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