Com Draghi, Itália pode ter 4º governo técnico de sua história

Mario Draghi com Mario Monti, o último premiê 'técnico' da Itália
Mario Draghi com Mario Monti, o último premiê 'técnico' da Itália (foto: ANSA)
10:26, 03 FevROMA ZLR

(ANSA) - Entre os 66 governos em quase 75 anos de história republicana na Itália, três podem ser considerados "técnicos", ou seja, foram comandados por personalidades externas aos partidos políticos.

O primeiro foi o de Carlo Azeglio Ciampi, convocado pelo então presidente Oscar Luigi Scalfaro para guiar o país após a queda do premiê Giuliano Amato.

Ciampi, então governador do Banco da Itália, foi primeiro-ministro entre abril de 1993 e maio de 1994, quando deu lugar a Silvio Berlusconi. Na ocasião, seu ministério ficou dividido entre indicados pelos partidos e técnicos (sobretudo nas pastas econômicas), e a imprensa italiana usou pela primeira vez o termo "governo do presidente".

O segundo gabinete técnico coube a Lamberto Dini, entre janeiro de 1995 e maio de 1996, após a primeira queda de Berlusconi. Dini havia sido diretor-geral do Banco da Itália e ministro do Tesouro de seu antecessor e, a pedido do presidente Scalfaro, guiou uma equipe exclusivamente técnica.

Já em novembro de 2011, em meio a uma crise econômica que derrubou o quarto governo Berlusconi, o chefe de Estado Giorgio Napolitano indicou o ex-comissário europeu Mario Monti para o cargo de primeiro-ministro.

Monti, que havia sido nomeado senador vitalício quatro dias antes de receber o encargo, governou a Itália até abril de 2013, em um mandato marcado por políticas de austeridade.

O quarto governo técnico da Itália pode ser o de Mario Draghi, ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE) e nomeado pelo chefe de Estado Sergio Mattarella para tentar dar fim à crise política que paralisou o país.

Draghi precisará angariar apoio no Parlamento e garantir maioria na Câmara e no Senado para conseguir governar. (ANSA) 

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