Draghi inicia 2ª rodada de consultas para formar governo

Premiê encarregado pode fazer juramento ainda nesta semana

Mario Draghi foi convocado para tentar formar governo na Itália
Mario Draghi foi convocado para tentar formar governo na Itália (foto: LaPresse)
08:21, 08 FevROMA ZLR

(ANSA) - O primeiro-ministro encarregado da Itália, Mario Draghi, inicia nesta segunda-feira (8) mais uma rodada de consultas com os partidos representados no Parlamento para tentar colocar fim à crise política que paralisa o país desde 13 de janeiro.

Na primeira rodada de negociações, encerrada no sábado (6), praticamente todas as legendas se mostraram dispostas a apoiar o ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE). A única exceção é o partido de extrema direita Irmãos da Itália (FdI), que está em alta nas pesquisas e já mira a liderança ocupada pela Liga, de Matteo Salvini, no campo conservador.

"Sinto o dever de dar voz a milhões de italianos que reivindicam seu direito de votar", disse ao jornal Il Messaggero a presidente do FdI, Giorgia Meloni, que cobra a antecipação das eleições previstas para 2023, hipótese remota atualmente.

Até o momento, Draghi já conta com apoio explícito do Partido Democrático (PD), de centro-esquerda; do Itália Viva (IV), de centro; do Força Itália (FI), de centro-direita; e de diversas legendas nanicas.

Para ter maioria no Parlamento, o economista precisará ainda do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S) ou da Liga, mas ambos já deram indícios de que podem dar seu voto de confiança ao premiê encarregado. A dúvida agora é como Draghi acomodaria interesses tão distintos dentro de sua coalizão.

O ex-presidente do BCE terá uma intensa agenda de reuniões com os partidos até o fim da tarde de terça-feira (9), e a expectativa é de que o sucessor de Giuseppe Conte faça seu juramento como chefe de governo ainda nesta semana.

Ministério

Os partidos que declararam apoio a Draghi pedem que ele priorize nomes políticos para seu gabinete, em detrimento de "técnicos".

Informações de bastidores dão conta de que o ministério pode ter a presença dos segundos nas hierarquias das legendas para evitar que seus líderes convivam diariamente.

Esse gabinete teria como metas redesenhar o plano italiano de utilização do fundo de recuperação da União Europeia para o pós-pandemia - do qual o país é o maior beneficiário -, acelerar a campanha de vacinação contra a Covid-19 e impulsionar a retomada econômica. (ANSA) 

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