Itália define ordem de prioridades para 2ª fase de vacinação

País fará imunização em massa simultaneamente a grupos de risco

Fila para vacinação em Nápoles, sul da Itália
Fila para vacinação em Nápoles, sul da Itália (foto: ANSA)
14:54, 09 FevROMA ZLR

(ANSA) - O governo da Itália definiu as diretrizes da segunda fase de sua campanha de vacinação contra o novo coronavírus, que terá como prioridade pessoas "extremamente vulneráveis", independentemente da idade.

Com a imunização de trabalhadores da saúde em estágio avançado e a de idosos acima de 80 anos já em curso, a próxima etapa vai mirar sobretudo em indivíduos com fatores de risco para a Covid.

De acordo com o plano visualizado pela ANSA, foram definidas seis categorias para a segunda fase da vacinação, nesta ordem de prioridade: pessoas "extremamente vulneráveis" devido a determinadas patologias, independentemente da idade; idosos entre 75 e 79 anos; entre 70 e 74 anos; pessoas de 16 a 69 anos com "particulares riscos clínicos"; indivíduos entre 55 e 69 anos; e, por fim, cidadãos entre 18 e 54 anos.

As cinco primeiras categorias receberão as vacinas de RNA mensageiro (mRNA) da Biontech/Pfizer e da Moderna, enquanto a última será imunizada com a fórmula de Oxford/AstraZeneca, sobre a qual ainda há dúvidas em relação à eficácia em idosos.

O plano foi elaborado pelo Ministério da Saúde e agora será debatido com os governos regionais.

"Extremamente vulneráveis"

O grupo de pessoas "extremamente vulneráveis", que será prioritário na segunda fase de vacinação, inclui pacientes de doenças respiratórias, cardiocirculatórias, neurológicas, endócrinas severas, renais, hepáticas, cerebrovasculares, oncológicas e autoimunes, além de diabetes, fibrose cística, síndrome de Down, que sofram de obesidade mórbida ou tenham passado por transplante de órgãos.

O governo também definiu que a vacinação da faixa entre 18 e 54 anos sem fatores de risco poderá iniciar assim que as doses da AstraZeneca estiverem disponíveis, começando por funcionários de escolas e universidades, militares, policiais, presidiários e trabalhadores de serviços essenciais.

Até o momento, a Itália aplicou 2.659.849 vacinas anti-Covid, sendo que 1.194.795 pessoas já receberam as duas doses, o que equivale a quase 2% da população nacional. (ANSA)  

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