Itália prorroga novamente proibição de voos do Brasil

Medida também exige teste negativo para moradores que retornarem

Brasileiros continuam proibidos de entrar na Itália (foto: ANSA)
13:30, 13 FevROMA ZGT

(ANSA) - O ministro da Saúde da Itália, Roberto Speranza, prorrogou mais uma vez neste sábado (13) a proibição de voos vindos do Brasil por conta da variante do coronavírus Sars-CoV-2. O político, no entanto, não informou até quando vale a decisão.

"A luta contra a pandemia não para. A difusão das variantes nos impõe prudência máxima. Por isso, acabei de assinar a prorrogação das limitações de entrada de viajantes provenientes do Brasil, admitindo a entrada apenas para quem tem a residência na Itália ou para casos excepcionais", escreveu em seu Facebook.

No anúncio, Speranza ainda afirmou que quem se encaixar nas excepcionalidades precisará "submeter-se ao teste antes da partida e na chegada e ao isolamento obrigatório de 14 dias com um novo teste final".

"A ordem também introduz teste e isolamento para viajantes provenientes da Áustria onde circula a variante sul-africana", finaliza o comunicado.

La lotta alla pandemia non si ferma. La diffusione delle varianti Covid ci impone la massima prudenza. Per questo ho...

Publicado por Roberto Speranza em Sábado, 13 de fevereiro de 2021

A primeira proibição de voos de e para o Brasil havia sido divulgada pelo governo italiano em 16 de janeiro e foi renovada no dia 30 do mesmo mês. A regra valia até esta segunda-feira (15).

A Itália já detectou dezenas de casos da variante brasileira do Sars-CoV-2 e está em alerta máximo sobre o assunto por acreditar que ela possa ser mais transmissível do que as mutações detectadas até agora.

Nesta semana, uma das empresas do país que trabalha no desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19, a Takis Biotech, disse que seus pesquisadores estão elaborando um imunizante específico contra a variante brasileira, chamada de P.1 e que teria surgido em Manaus, capital do Amazonas.

A Itália é um dos países mais afetados do mundo na crise sanitária, com cerca de 2,7 milhões de casos da doença e 93 mil mortes. (ANSA).

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