Crise em sigla populista que apoia Draghi é ampliada na Itália

Grupo pede nova votação para retirar apoio ao novo premiê

Líderes do M5S têm que lidar com crise interna inesperada
Líderes do M5S têm que lidar com crise interna inesperada (foto: ANSA)
07:54, 17 FevROMA ZGT

(ANSA) - A crise dentro do partido populista Movimento 5 Estrelas (M5S) foi ampliada nesta terça-feira (16) após mais membros da sigla pedirem por uma nova votação interna sobre o apoio dado ao governo do primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi.

Os membros do M5S sempre votam através de uma plataforma online, chamada de Rousseau, para tomar as decisões mais importantes.

Após as negociações para ser um dos partidos da base de apoio de Draghi, os correligionários foram questionados se apoiavam à entrada no governo, mas citavam a criação de um superministério de Transição Ecológica oriundo da fusão entre as pastas do Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico.

Quase 60% dos 120 mil votantes aprovaram a entrada, mas na última sexta-feira (12), ao aceitar a função, Draghi anunciou a criação do novo ministério. Porém, a pasta é a transformação do Meio Ambiente com algumas atribuições a mais, como a gestão da energia, entre outras.

Isso irritou um grupo de "rebeldes" que começou a exigir uma nova votação no Rousseau. Após enviarem um pedido formal aos líderes, eles criaram uma petição online exigindo a nova consulta.

"Precisamos de uma imediata nova consulta que coloque os inscritos na possibilidade de exprimir sua opinião com uma pergunta honesta, sincera, verdadeira e real sobre o papel do Movimento 5 Estrelas no Governo Draghi, e com uma clara expressão dos votos dos inscritos, permita aos porta-vozes nacionais não terem dúvidas sobre o endereço político da assembleia que deve ser formada", diz a petição.

O pedido ainda ressalta que, caso não haja nova votação no Rousseau, não devem ser expulsos aqueles que nas votações de confiança na Câmara dos Deputados e do Senado votarem contrariamente à formação do novo governo, ignorando o artigo 11 das regras do partido, "visto a confusão criada pela total incoerência" até o momento.

O M5S é um dos partidos fundamentais para que o novo governo Draghi possa ter uma estabilidade política e, segundo fontes da sigla, metade dos senadores estariam dispostos a votar não na sessão de confiança na quarta-feira (17).

Além dos populistas, formam a base de apoio o Partido Democrático (de centro-esquerda), o Força Itália (conservador) e o Liga (extrema-direita). (ANSA).
   

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