Após senadores, M5S expulsa deputados que negaram apoio a Draghi

O ideólogo do M5S, Beppe Grillo, em foto de arquivo
O ideólogo do M5S, Beppe Grillo, em foto de arquivo (foto: ANSA)
14:21, 19 FevROMA ZLR

(ANSA) - O partido populista Movimento 5 Estrelas (M5S), dono da maior bancada no Parlamento da Itália, expulsou de seu grupo na Câmara os 21 deputados que não votaram pela ratificação do governo de Mario Draghi na última quinta-feira (18).

O expurgo engloba parlamentares que votaram "não" ao economista ou que se abstiveram. "Além de denotar falta de respeito com a decisão tomada pelos filiados, esse fato prejudica a imagem e a ação política do nosso grupo parlamentar", disse o líder do M5S na Câmara, Davide Crippa, nesta sexta (19).

O apoio do movimento a Draghi foi aprovado em votação online entre seus filiados, mas provocou insatisfação nas alas mais ortodoxas, que se recusam a fazer parte de um governo liderado por um símbolo do establishment europeu e que engloba praticamente todos os grandes partidos, incluindo o de Silvio Berlusconi, inimigo histórico do M5S.

Na última quinta, a legenda populista já havia expulsado 15 senadores que também votaram "não" a Draghi. "Quem votou de forma diferente escolheu ficar fora deste grupo, agora devemos cerrar fileiras para que a ação do grupo seja eficaz", afirmou o líder do M5S, Vito Crimi.

Enxugamento

Em março de 2018, com menos de 10 anos de existência, o M5S havia furado a polarização esquerda-direita na Itália e alcançado 32% dos votos, tornando-se o primeiro partido antissistema a vencer eleições legislativas em uma das grandes democracias do Ocidente.

No entanto, após alianças de governo com a extrema direita e a centro-esquerda, sua popularidade caiu pela metade, e hoje a sigla aparece em quarto lugar nas pesquisas de intenção de voto.

Em 2018, o M5S elegeu mais de 220 deputados, mas esse número diminuiu para 168 após diversas deserções e expulsões nos últimos três anos. (ANSA)

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