Roma fecha escola após caso de variante brasileira

Esse é o primeiro caso da variante P.1 na capital italiana

Sala de colégio em Roma, capital da Itália
Sala de colégio em Roma, capital da Itália (foto: ANSA)
18:52, 23 FevROMA ZLR

(ANSA) - As autoridades sanitárias de Roma, capital da Itália, interditaram uma escola após a descoberta de um caso da variante brasileira do novo coronavírus.

O contágio foi registrado no Instituto Sinopoli-Ferrini, cujas aulas de ensino infantil (até seis anos) e primário (até 10 anos) já estavam suspensas devido a um caso da variante britânica.

No entanto, a descoberta de uma pessoa infectada pela variante P.1, que teria surgido em Manaus (AM), fez a agência sanitária de Roma fechar também a chamada escola secundária de primeiro grau - equivalente ao "ensino fundamental 2" - do instituto.

"Foi identificado um caso suspeito da variante brasileira no Instituto Sinopoli-Ferrini, que depois foi confirmado pelo Instituto Lazzaro Spallanzani [hospital referência em doenças infecciosas na Itália], diz uma nota do direitor da agência sanitária de Roma, Angelo Tanese.

A interdição entra em vigor nesta quarta-feira (24) e não tem prazo para acabar. As autoridades de saúde farão testes RT-PCR em alunos, professores e outros funcionários para detectar eventuais novos contágios.

Esse é o primeiro caso confirmado de infecção pela variante brasileira do Sars-CoV-2 em Roma e na região do Lazio. Até agora, a Itália já havia registrado focos de disseminação da P.1 nas regiões vizinhas de Abruzzo e Úmbria, todas na parte central do país.

Em L'Aquila, capital de Abruzzo, um funcionário de um hospital foi diagnosticado com a variante brasileira oito dias depois de ter tomado a segunda dose da vacina da Biontech/Pfizer, mas está assintomático. (ANSA)

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