Após rumor sobre corte, AstraZeneca promete cumprir contrato na UE

Empresa se manifestou sobre matéria que falava em redução de 50%

Entregas de vacinas na Itália no segundo trimestre devem ser mantidas conforme contrato
Entregas de vacinas na Itália no segundo trimestre devem ser mantidas conforme contrato (foto: ANSA)
12:08, 24 FevROMA ZGT

(ANSA) - A farmacêutica AstraZeneca se manifestou formalmente sobre a entrega de vacinas anti-Covid à Itália no segundo trimestre e disse que o "objetivo é entregar mais de 20 milhões de doses", apesar de ressaltar que "ainda não é possível dar previsões detalhadas" para o período.

A nota divulgada nesta quarta-feira (24) é uma resposta à matéria publicada um dia antes pela agência Reuters.

Na reportagem, uma pessoa ligada à empresa diz que haverá um corte de cerca de 50% nas entregas para os países da União Europeia no segundo trimestre e que o corte não foi notificado com antecedência ao bloco. Por contrato, a empresa anglo-sueca fechou a entrega de 180 milhões de doses no período.

Sobre a Itália, a farmacêutica ainda reforçou que "nesta semana, nós superaremos 1,5 milhão de doses entregues e temos o objetivo de superar as cinco milhões de doses até o fim de março", seguindo o contrato. Porém, a AstraZeneca reconheceu que atrasos podem ocorrer.

"As datas de entrega, a frequência e o volume podem sofrer alterações devido aos processos de produção e ao tempo dos processos de controle de qualidade. Assim como anunciado na última semana, estamos continuamente atualizando o nosso programa de entregas e informando à Comissão Europeia e ao comissário [Domenico] Arcuri semanalmente sobre os nossos planos de levar mais doses da vacina à Europa no menor tempo possível", diz ainda o comunicado.

Já sobre o total contratado para o período pela UE, um porta-voz da empresa informou à agência AFP que "está trabalhando para aumentar a produtividade na sua cadeia UE" e que "usará também a capacidade global para atingir a entrega das 180 milhões de doses".

A AstraZeneca se envolveu em polêmicas sobre a distribuição das vacinas previstas em contrato para a União Europeia antes mesmo da AZD 1222 receber a autorização para uso emergencial da Agência Europeia de Medicamentos (EMA). E a situação segue crítica desde então.

Na última semana, a multinacional anglo-sueca voltou a irritar os governadores italianos por entregar cerca de 10% menos das doses previstas.

Com os constantes atrasos e cortes, que são causados também pelas outras duas produtoras de vacinas usadas no país - Pfizer e Moderna -, a campanha de vacinação na Itália está atrasada para atingir as metas estabelecidas. (ANSA).
   

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