Itália tem maior número de novos casos desde 1º de janeiro

Ministério da Saúde mostrou preocupação com variante brasileira

Protesto de donos de restaurantes contra restrições em Nápoles, sul da Itália
Protesto de donos de restaurantes contra restrições em Nápoles, sul da Itália (foto: ANSA)
14:15, 26 FevROMA ZLR

(ANSA) - A Itália registrou nesta sexta-feira (26) mais 20.499 casos e 253 mortes na pandemia do novo coronavírus, elevando os totais de contágios e óbitos para 2.888.923 e 97.227, respectivamente.

O novo boletim do Ministério da Saúde apresenta um aumento expressivo nos casos, porém uma redução nas mortes em relação a sexta-feira passada, quando haviam sido contabilizados 15.479 diagnósticos positivos e 353 vítimas.

Além disso, esse é o maior número de novos casos na Itália desde 1º de janeiro (22.211). A média móvel de contágios em sete dias subiu de 14.729 na quinta-feira para 15.446 nesta sexta, maior valor desde 16 de janeiro (15.840), enquanto a de óbitos diminuiu de 299 para 285, menor cifra desde 4 de novembro (266).

A Itália também soma 2.387.032 pacientes curados e 404.664 casos ativos. Até o momento, o país aplicou 4 milhões de vacinas anti-Covid, sendo que 1,37 milhão de pessoas já receberam as duas doses, mais de 2% da população nacional.

 

Variantes

Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, o diretor de prevenção do Ministério da Saúde, Gianni Rezza, demonstrou preocupação com as variantes do novo coronavírus, inclusive a brasileira.

"Há zonas e regiões com incidência muito elevada, como Trentino, Molise e Abruzzo, pela presença da variante britânica. E também a Úmbria, por causa das variantes britânica e brasileira. Precisamos fazer um esforço grande para conter os focos", declarou.

Segundo Rezza, também houve uma redução da idade média dos novos casos, o que pode ser efeito da vacinação dos idosos e do surgimento de focos de contágio em escolas. "É sempre doloroso fechar escolas, mas essa é uma decisão que deve ser considerada onde há focos ou presença de variantes", acrescentou.

A região da Campânia, terceira mais populosa do país, já está com aulas presenciais suspensas e só reabrirá os colégios após a vacinação de professores. Em Marcas, no centro da Itália, o governador Francesco Acquaroli determinou a suspensão de aulas presenciais para escolas de ensino médio. (ANSA) 

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