Itália pode receber vacina da Johnson & Johnson em abril

A informação foi revelada pelo presidente da associação Farmindustria

Vacina da Johnson & Johnson funciona com uma única dose
Vacina da Johnson & Johnson funciona com uma única dose (foto: EPA)
15:06, 28 FevROMA ZCC

(ANSA) - As primeiras doses da vacina contra o novo coronavírus Sars-CoV-2 desenvolvida pelo laboratório belga Janssen-Cilag, que pertence à Johnson & Johnson, podem chegar à Itália em abril, assim que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e a Agência de Medicamentos italiana (Aifa) aprovarem o uso.

A informação foi revelada por Massimo Scaccabarozzi, presidente da associação Farmindustria, que reúne as indústrias farmacêuticas na Itália, neste domingo (28).

Sem citar a quantidade exata, o executivo italiano afirmou que, em junho, alguns milhões de doses podem chegar ao país, que terá um total de 27 milhões de ampolas até dezembro.

A declaração é dada um dia depois da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) autorizar o uso emergencial da vacina. Segundo a ministra da Indústria francesa, Agnès Pannier-Runacher, a EMA pode aprovar o imunizante no início de março.

Para Scaccabarozzi, este medicamento é uma "vacina extra" e o país deve ter "várias porque há uma questão importante".

A Comissão Europeia fechou um acordo de preferência para garantir 200 milhões de doses até o final do ano e, dessas, 27 milhões serão destinadas à Itália. "Já estamos planejando entregar algumas doses no segundo trimestre, a partir de abril, mas o grosso será entregue no segundo semestre", explicou.

A vacina da Johnson & Johnson "funciona com uma única dose, não precisa de reforço e não precisa de grandes cadeias de frio, porque pode ser armazenada em uma geladeira comum".

Sobre a capacidade da Itália de produzir vacinas, o presidente da Farmindustria disse que "no final do ano poderíamos imaginar ter uma produção italiana, ou pelo menos uma participação do país na produção, porque esta já está em curso uma colaboração científica e de pesquisa mundial". (ANSA)

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