Próximas semanas não serão fáceis, diz ministro italiano

País vive momento de alta na pandemia do novo coronavírus

O ministro da Saúde da Itália, Roberto Speranza
O ministro da Saúde da Itália, Roberto Speranza (foto: ANSA)
08:58, 01 MarROMA ZLR

(ANSA) - Em meio ao crescimento dos novos casos do coronavírus Sars-CoV-2 na Itália, o ministro da Saúde, Roberto Speranza, alertou nesta segunda-feira (1º) que o país não terá dias "fáceis" nas próximas semanas.

Participando de um evento em Roma, Speranza disse que "seria belo afirmar que tudo acabou", mas ressaltou que os representantes das instituições "têm a responsabilidade de falar as coisas como elas são".

"E a verdade é que as próximas semanas não serão fáceis", afirmou o ministro. No último domingo (28), a média móvel de novos casos do Sars-CoV-2 na Itália em sete dias (16.585) chegou ao maior valor desde 13 de janeiro.

Já as internações em UTIs vêm crescendo de forma ininterrupta desde meados de fevereiro. Por outro lado, a média móvel de óbitos em sete dias está no menor valor (283) desde 4 de novembro, o que pode ser reflexo da redução da idade média dos novos casos e da vacinação dos mais idosos na Itália.

"Temos uma epidemia muito forte e presente nos territórios", reforçou Speranza, acrescentando que a campanha de vacinação precisa ser "acelerada". Até o momento, mais de 4,3 milhões de doses dos imunizantes da Biontech/Pfizer, Moderna e AstraZeneca já foram aplicadas, sendo que 1,4 milhão de pessoas receberam as duas necessárias.

"A aceleração da campanha de vacinação nos permitirá sair dessa situação de modo estrutural, mas as próximas semanas não serão fáceis, e devemos reconhecer as coisas pelo que elas são", disse o ministro.

Para segurar os contágios, duas regiões do sul da Itália (Molise e Basilicata) entraram em lockdown nesta segunda-feira, enquanto outras três (Lombardia, Marcas e Piemonte) proibiram deslocamentos intermunicipais e fecharam bares e restaurantes para consumo no local.

Por outro lado, a ilha da Sardenha se tornou a primeira das 20 regiões italianas a progredir para a "faixa branca", que permite a reabertura de academias e toque de recolher noturno a partir das 23h30, e não das 22h, como no restante do território nacional. (ANSA)

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