Comitê recomenda endurecimento de medidas contra Covid na Itália

País vive momento de alta na pandemia do novo coronavírus

Centro de vacinação contra Covid-19 em Milão, norte da Itália
Centro de vacinação contra Covid-19 em Milão, norte da Itália (foto: ANSA)
11:08, 09 MarROMA ZLR

(ANSA) - O comitê de contingência do governo da Itália para a pandemia do novo coronavírus recomendou nesta terça-feira (9) o endurecimento das medidas de restrição para conter a disseminação do Sars-CoV-2.

O pedido chega em meio a um novo crescimento tanto nos casos de contágio quanto nas mortes causadas pela Covid-19, enquanto a campanha de vacinação ainda caminha a passos lentos, assim como no restante da União Europeia.

Segundo o comitê técnico-científico do governo, é preciso reforçar as medidas especialmente na "faixa amarela", na qual são permitidos deslocamentos dentro da própria região de residência, com exceção do período entre 22h e 5h, e restaurantes e bares podem receber clientes até 18h.

Além disso, o órgão recomendou a instituição de zonas vermelhas mais severas e circunscritas, seguindo o modelo adotado na cidade de Codogno, marco zero da pandemia na Itália, no fim de fevereiro e no início de março de 2020.

Na ocasião, as autoridades decretaram um lockdown na cidade e toque de recolher válido durante todo o dia, inclusive com bloqueios do Exército. Segundo o comitê, é preciso reduzir o nível de disseminação do vírus para restabelecer o rastreio de contatos de infectados.

As recomendações ainda serão analisadas pelo governo do premiê Mario Draghi. A Itália vem registrando um crescimento contínuo na média de novos casos de Covid-19 há cerca de 20 dias, enquanto a de óbitos está em alta há uma semana.

O governo tem demonstrado preocupação com a difusão das variantes do Sars-CoV-2, como a britânica, já predominante no país, e a brasileira, que corresponde a 4,3% dos novos contágios, porém chega a mais de 30% em algumas regiões.

A Itália contabiliza cerca de 3 milhões de casos do novo coronavírus e 100 mil mortes por Covid-19. (ANSA)

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