Itália altera penas de líderes de esquema de corrupção em Roma

Condenações fazem parte da ação sobre o caso 'Máfia Capital'

Condenações fazem parte da ação sobre o caso 'Máfia Capital'
Condenações fazem parte da ação sobre o caso 'Máfia Capital' (foto: ANSA)
19:28, 09 MarROMA ZCC

(ANSA) - A Primeira Corte de Apelação de Roma anunciou nesta terça-feira (9) as novas condenações dos principais acusados de um mega esquema de corrupção dentro da Prefeitura da capital italiana, em um caso que ficou conhecido como "Máfia Capital".

As penas foram recalculadas depois que os magistrados consideraram que, mesmo apesar do nome da ação, não houve o crime de "associação mafiosa" para 19 dos 46 acusados do esquema que por muitos anos cometeu corrupção em licitações públicas e em obras da cidade.

Com isso, a Corte alterou a condenação de Massimo Carminati, ex-membro da organização Núcleos Armados Revolucionários (NAR) e Salvatore Buzzi, considerados os líderes do esquema irregular.

Os dois haviam sido sentenciados a penas de 20 anos e 19 anos de prisão, mas tiveram elas reduzidas para 10 anos e 12 anos e 10 meses, respectivamente.

O julgamento foi realizado para cerca de 20 réus depois que a acusação de associação mafiosa foi retirada. Ao todo, 13 réus chegaram a concordar com a sentença, incluindo o ex-vereador Luca Gramazio (5 anos e 6 meses), Franco Panzironi (3 anos e 6 meses), Riccardo Brugia (6 anos), Fabrizio Franco Testa (5 anos e 6 meses), Matteo Calvio (5 anos e 7 meses), Paolo Di Ninno (3 anos, 8 meses e 10 dias), Alessandra Garrone, esposa de Buzzi, (2 anos, 9 meses e 10 dias), e Claudio Caldarelli (4 anos e 5 meses).

O caso diz respeito à investigação batizada de "Mondo di Mezzo" da Procuradoria de Roma, originária da operação "Máfia Capital".

"Com esta sentença, o meu cliente está abaixo do limite que permite uma medida alternativa e por isso nunca mais poderá regressar à prisão", afirma Cesare Placanica, advogado de Carminati, que já cumpriu 5 anos e 7 meses em prisão preventiva.

Para Buzzi, no entanto, "foi uma sentença muito mais dura do que esperávamos porque o tribunal considerou o crime de simples associação criminosa mais grave". Segundo ele, sua defesa vai recorrer novamente ao Supremo Tribunal Federal.

Os réus são acusados de participarem de um esquema mafioso para fraudar contratos públicos no setor ambiental, por meio da extorsão de funcionários da Prefeitura de Roma. O líder do grupo seria Carminati, e Buzzi, ex-chefe de uma cooperativa de coleta e tratamento de lixo, seria seu "braço-direito".

O esquema ocorreu durante as gestões do conservador Gianni Alemanno (2008-2013) - que foi condenado a pena de seis anos de prisão - e do centro-esquerdista Ignazio Marino (2013-2015).  (ANSA).
   

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA