Governo da Itália vai permitir vacinação em empresas

Imunização terá de seguir prioridades do Ministério da Saúde

Mario Draghi visita centro de vacinação no Aeroporto de Fiumicino
Mario Draghi visita centro de vacinação no Aeroporto de Fiumicino (foto: EPA)
14:12, 12 MarROMA ZLR

(ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, afirmou nesta sexta-feira (12) que o governo vai permitir a vacinação contra o novo coronavírus em empresas e academias para acelerar a campanha de imunização no país.

A ideia já vem sendo discutida há algumas semanas pelo poder Executivo e foi confirmada durante uma visita do premiê ao centro de vacinação do Aeroporto Internacional Leonardo da Vinci, em Fiumicino, nos arredores de Roma.

O local funciona 24 horas e é capaz de administrar até 3 mil doses diariamente. "Nosso objetivo é utilizar todos os espaços disponíveis para a vacinação. Será possível tomar a vacina não apenas em hospitais, mas também em empresas, academias e estacionamentos, como aqui em Fiumicino", declarou Draghi.

Atualmente, a Itália conta com quase 1,7 mil centros de vacinação e já aplicou 6,3 milhões de doses, sendo que 1,9 milhão de pessoas já estão completamente imunizadas contra a Covid-19, o que equivale a 3% da população nacional.

"O ritmo atual é de cerca de 170 mil doses por dia, mas o objetivo é triplicar rapidamente. Já recebemos 7,9 milhões de doses, mas contamos com uma forte aceleração nas próximas semanas, em função da recente aprovação da vacina da Johnson & Johnson [de dose única]", acrescentou o premiê.

A vacinação fora dos hospitais, no entanto, seguirá a ordem de prioridades estabelecida pelo governo, ou seja, as empresas só poderão imunizar aqueles funcionários dos grupos já autorizados.

Recém-reformulado pelo governo Draghi, o plano de vacinação divide a população em cinco níveis de prioridade, na seguinte ordem: pessoas com "elevada fragilidade"; entre 70 e 79 anos; entre 60 e 69 anos; com menos de 60 anos, mas com patologias ou situações de comprometimento imunológico que possam aumentar o risco da Covid-19; e o restante da população.

Profissionais da saúde, idosos acima de 80 anos e categorias como professores, policiais e militares já foram ou estão sendo vacinados.

Produção

Draghi também anunciou nesta sexta-feira que em breve será anunciado o primeiro contrato para produção interna de uma vacina anti-Covid.

O acordo será celebrado entre uma empresa italiana e uma indústria farmacêutica que detém a patente de um imunizante já aprovado, mas os nomes não foram divulgados ainda.

"Continuaremos desenvolvendo a capacidade produtiva de vacinas na Itália", garantiu o primeiro-ministro. A União Europeia já autorizou as fórmulas da Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Janssen. (ANSA)

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