Veneza prepara eventos para celebrar aniversário de 1,6 mil anos

Cidade vem sofrendo com falta de turistas devido à pandemia

Pandemia afetou duramente a economia de Veneza
Pandemia afetou duramente a economia de Veneza (foto: ANSA)
10:49, 22 MarVENEZA ZLR

(ANSA) - A cidade de Veneza, joia turística e cultural da Itália, iniciará na próxima quinta-feira (25) um calendário de eventos para comemorar os 1,6 mil anos de sua fundação.

A data, segundo a tradição, remete à colocação da primeira pedra da Igreja de San Giacomo di Rialto, que teria ocorrido em 25 de março de 421, embora os historiadores divirjam a respeito de uma data exata.

O que se sabe é que, naquela época, começaram a surgir os primeiros assentamentos nas ilhotas daquela que viria a ser conhecida como Lagoa de Veneza, um corpo de água doce às margens do Mar Adriático, por parte de moradores do Vêneto que fugiam das invasões bárbaras.

O primeiro evento em celebração pelo aniversário de Veneza será no dia 25 de março, às 11h (horário local), com uma missa na Basílica de San Marco, que hoje fica no "coração" do centro histórico da cidade. Para evitar aglomerações, a homilia terá transmissão ao vivo pela TV e internet.

Já às 16h, todas as igrejas venezianas tocarão seus sinos simultaneamente. Os eventos de aniversário devem prosseguir até 2022, e a Prefeitura espera que o calendário seja um sinal de renascimento de Veneza após a pandemia do novo coronavírus, que deixou a cidade sem turistas durante boa parte do último ano.

Após 1,6 mil anos de história, Veneza se tornou uma das cidades mais icônicas do mundo e é capital da região do Vêneto, no nordeste da Itália. O município também avança para terra firme, cujos distritos abrigam 70% de sua população de 256 mil habitantes.

No entanto, Veneza convive com o aumento do nível da água devido ao assoreamento do solo lagunar e ao aquecimento global e com o esvaziamento populacional de seu centro histórico, que viu seu número de habitantes passar de 174,8 mil em 1951 para 52,1 mil no fim de 2019.

Isso se deve à pressão do turismo de massa, que eleva os preços dos aluguéis no centro histórico e força antigos moradores a buscarem moradias em terra firme, onde o custo de vida é mais barato. (ANSA)  

 

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