Itália aprova retirada de cruzeiros do centro de Veneza

Governo ainda lançou concurso para projetos definitivos

Moradores e autoridades locais protestam há anos por conta dos grandes navios
Moradores e autoridades locais protestam há anos por conta dos grandes navios (foto: EPA)
14:35, 25 MarROMA ZGT

(ANSA) - O governo da Itália autorizou, de maneira temporária, que grandes navios não atraquem mais em Veneza, sendo desviados para Marghera como forma de proteger o patrimônio histórico-cultural da cidade.

A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (25) através de uma nota assinada pelos ministros da Transição Ecológica, Roberto Cingolani, da Cultura, Dario Franceschini, do Turismo, Massimo Garavaglia, e da Infraestrutura e Mobilidade Sustentável, Enrico Giovannini.

Ainda conforme o documento divulgado, os ministros concordaram em lançar um concurso de ideias de projetos para levar definitivamente os desembarques para uma área fora da lagoa e para "resolver de maneira estrutural e definitiva o problema do trânsito dos grandes navios em Veneza".

A reivindicação de proibir grandes embarcações, como os navios de cruzeiro, é uma solicitação antiga do governo e da população local. Isso porque, esse turismo em massa, pode causar danos no delicado sistema de fluxo no centro histórico - além do risco que esse tipo de navio pode causar nos prédios com centenas de anos.

Até hoje, os transatlânticos cruzam a Bacia de San Marco, que fica exatamente na área histórica central, e o Canal de Giudecca para atracar no terminal de passageiros de Veneza, na parte insular da cidade, ao lado da Estação Santa Lucia.

No entanto, um plano apresentado em 2017, já previa que os navios com mais de 55 mil toneladas fossem redirecionados para Marghera, um bairro situado no continente e que já tem um dos mais importantes portos da Itália. Mas, o projeto já aprovado nunca foi posto em prática e estava praticamente "esquecido" desde então.

A decisão anunciada nesta quinta-feira ocorre no dia em que a "Sereníssima" completa 1,6 mil anos de história. (ANSA).
   

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