AstraZeneca atrasa entrega de vacinas à Itália mais uma vez

Problema surge em meio a questionamentos sobre coágulos

Doses da vacina da AstraZeneca serão entregues com atraso na Itália
Doses da vacina da AstraZeneca serão entregues com atraso na Itália (foto: ANSA)
14:18, 07 AbrROMA ZGT

(ANSA) - Em mais uma polêmica, a farmacêutica AstraZeneca entregará cerca de 50% menos doses da vacina anti-Covid à Itália no próximo dia 14 de abril, informou o Comissariado para a Emergência do governo nesta terça-feira (6).

Com isso, a próxima entrega será de 175 mil e não de 340 mil doses previstas. Segundo o governo italiano, a empresa se comprometeu a compensar as quantidades faltantes nos próximos dois envios programados, em 16 e 23 de abril.

Essa é a enésima vez que a AstraZeneca, que produz seu imunizante com a Universidade de Oxford, atrasa ou remaneja as entregas de vacinas para países da União Europeia. A polêmica causou até mesmo o bloqueio do envio de 250 mil doses produzidas em território italiano para a Austrália e uma investigação sobre 29 milhões de doses que estavam estocadas em um unidade da AZ.

Para além dos problemas nas entregas, a Vaxzevria está novamente no meio da polêmica sobre uma suposta relação entre o imunizante e o aparecimento de coágulos e de tromboses raras em mulheres jovens.

Até a quinta-feira (9), conforme o planejado, é esperado que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) publique seu terceiro parecer de acompanhamento do imunizante para esse tipo de situação.

No último deles, divulgado em 31 de março, o órgão reafirmava a segurança da aplicação e informava que os dados enviados até o momento não conseguiram comprovar ou descartar a relação dos eventos adversos raros e o produto.

"Como comunicamos em 18 de março, a visão da EMA é de que os benefícios da vacina da AstraZeneca em prevenir a Covid-19, com os riscos associados de hospitalização e morte, superam os riscos dos efeitos colaterais", dizia a nota técnica.

Quem também se manifestou nesta terça-feira foi o diretor de regulamentação e pré-qualificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), Rogério Paulo Pinto de Sá Gaspar. De acordo com o comunicado, "no momento, não há ligações entre a trombose e a vacina da AstraZeneca".

"Do Reino Unido e de outros países, continuam a chegar dados que estão sendo analisados por nossos especialistas. No momento, é importante reforçar que os benefícios continuam a superar os riscos", acrescentou.

Pausa testes menores de idade -

A mídia britânica publicou nesta terça-feira que os testes que estavam sendo realizados em pessoas de 6 a 17 anos com a Vaxzevria foi pausado enquanto se analisam se há ligações dos casos raros e a vacina.

A notícia não foi confirmada pela Universidade de Oxford. O estudo havia começado em fevereiro deste ano e era um dos pioneiros para a aplicação de imunizantes em menores de idade.

Cerca de 30 crianças e adolescentes faziam parte do estudo clínico. Segundo fontes ouvidas pelos principais jornais do país, a agência britânica de medicamentos (MHRA) está avaliando o uso do imunizante em pessoas com menos de 30 anos de idade e deve se manifestar em breve. (ANSA).
   

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