Com recontagem na Sicília, Itália tem 718 novas mortes por Covid

Região da Sicília é suspeita de fraudar dados da pandemia para evitar lockdown
Região da Sicília é suspeita de fraudar dados da pandemia para evitar lockdown (foto: ANSA)
14:01, 09 AbrSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - A Itália notificou mais 718 mortes por Covid-19 nesta sexta-feira (9), maior número para um único dia desde 15 de dezembro, quando haviam sido contabilizados 846 óbitos, de acordo com o Ministério da Saúde.

Com isso, o país totaliza agora 113.579 mortes na pandemia do novo coronavírus, ficando atrás apenas de EUA, Brasil, México, Índia e Reino Unido em termos absolutos. O balanço inclui 258 óbitos registrados na Sicília e descobertos após uma "recontagem de dados incompletos relativos a meses anteriores".

Para efeito de comparação, a região havia contabilizado apenas 11 mortes na última quinta (8). No fim de março, três funcionários do governo da Sicília foram presos sob a acusação de fraudar dados enviados a Roma sobre a Covid-19 na região.

O objetivo do esquema seria evitar que a Sicília entrasse na faixa vermelha, regime semelhante a um lockdown. "As mortes [desta sexta] são, na verdade, 460, um número ainda elevado", disse o diretor de prevenção do Ministério da Saúde, Gianni Rezza.

Por outro, lado a cifra de novos casos teve queda nesta sexta-feira, com 18.938, cerca de 3 mil a menos que a registrada no mesmo dia da semana passada. Dessa forma, a média móvel de contágios em sete dias caiu para 15.371, menor valor desde 24 de fevereiro (14.729).

 

"De forma geral, primeiro há mudanças no índice de transmissão, depois na incidência e nas internações, e por último são os dados de mortalidade. Então esperamos que as mortes também comecem a cair", explicou o presidente do Instituto Superior da Saúde (ISS), Silvio Brusaferro.

A Itália contabiliza agora 3.736.526 casos confirmados do novo coronavírus, 3.086.586 pacientes curados e 536.361 contágios ativos. Cerca de 8,5 milhões de pessoas já foram vacinadas (quase 15% da população nacional), sendo que 3,8 milhões tomaram as duas doses (6,5% dos habitantes).

Atualmente, nove das 20 regiões italianas estão em lockdown, mas o governo vai relaxar as restrições em seis delas a partir de 12 de abril: Calábria, Emilia-Romagna, Friuli Veneza Giulia, Lombardia, Piemonte e Toscana.

Essas seis regiões vão progredir para a faixa laranja, que, ao contrário da vermelha, permite deslocamentos dentro do próprio município e a reabertura do comércio não essencial. Por outro lado, a Sardenha vai regredir da faixa laranja para a vermelha, se juntando a Campânia, Puglia e Vale de Aosta.

Com isso, quatro regiões estarão em regime de lockdown a partir de segunda-feira, englobando 20% da população nacional, contra os atuais 60%. (ANSA)

 

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