Ex-comissário italiano é investigado em caso de máscaras chinesas

Domenico Arcuri foi demitido pelo premiê Mario Draghi

Domenico Arcuri foi demitido pelo premiê Mario Draghi
Domenico Arcuri foi demitido pelo premiê Mario Draghi (foto: ANSA)
12:36, 11 AbrROMA ZCC

(ANSA) - O Ministério Público de Roma estaria investigando o ex-coordenador das ações do governo contra a pandemia de Covid Domenico Arcuri no âmbito do inquérito sobre a compra de máscaras chinesas no valor de 1,25 bilhão de euros.

A denúncia foi revelada neste domingo (11) pelo jornal italiano "La Verità", que informa que o ex-CEO da Ivitalia, agência italiana de atração de investimentos, teria sido inscrito no registro de suspeitos por peculato.

Durante a primeira fase da pandemia, o fornecimento das máscaras contra o novo coronavírus era feito pela China, já que a Itália não tinha uma indústria capaz de produzir uma grande quantidade do equipamento de proteção para atender a demanda.

Na ocasião, em 24 de fevereiro de 2020, chegou na Itália uma remessa com algumas máscaras sem certificação. O lote, porém, foi confiscado.

Segundo a reportagem, o ex-comissário está sob investigação por peculato, apropriação indébita de funcionária público, juntamente com seu ex-colaborador Antonio Fabbrocini.

A investigação é coordenada pelo procurador-geral Michele Prestipino e refere-se ao fornecimento de 801 milhões de máscaras que a Itália adquiriu da China pelo valor de 1,25 bilhão de euros.

De acordo com relatos, sete pessoas estão sob investigação por crimes que vão desde o tráfico de influências ilícitas ao recebimento de bens roubados e lavagem de dinheiro.

Pelo menos quatro empresas são investigadas, e entre os suspeitos aparece o ex-jornalista da Rai, Mario Benotti, que teria aproveitado de sua relação com Arcuri para fazer uma mediação ilícita. Arcuri foi demitido em março pelo primeiro-ministro Mario Draghi em meio às críticas pelos partidos especialmente pela lentidão na compra e distribuição de máscaras, equipamentos de proteção e vacinas e pela concentração de poderes em suas mãos.

Em sua defesa, o italiano afirmou que não tem informações sobre a denúncia anunciada pelo jornal, mas disse que continuará a colaborar com as autoridades do país e, se precisar, fornecerá todos os detalhes úteis para a condução das investigações.
    (ANSA)

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