Itália vai testar combinações com vacina da AstraZeneca

Segundas doses em teste serão de Pfizer, Moderna ou da Sputnik

Vacina da AstraZeneca vem sendo usada pela Itália preferencialmente em pessoas com mais de 60 anos
Vacina da AstraZeneca vem sendo usada pela Itália preferencialmente em pessoas com mais de 60 anos (foto: ANSA)
10:41, 13 AbrROMA ZLR

(ANSA) - Um dos hospitais mais importantes da Itália vai realizar um estudo clínico para avaliar a eficácia da combinação entre a vacina anti-Covid da AstraZeneca e outras três fórmulas disponíveis no mercado.

O ensaio será conduzido pelo Instituto Lazzaro Spallanzani, de Roma, e aguarda apenas autorização da Agência Italiana de Medicamentos (Aifa). O estudo prevê a participação de pelo menos 600 voluntários, que receberão a primeira dose da vacina da AstraZeneca e a segunda da Pfizer, da Moderna ou da Sputnik.

De acordo com o diretor sanitário do Instituto Lazzaro Spallanzani, Francesco Vaia, a ideia de testar as combinações surgiu em função da crescente preocupação de parte da população com a vacina da AstraZeneca.

"Faremos um experimento, assim como em outros países da União Europeia, para verificar a possibilidade de combinar várias vacinas", disse Vaia nesta terça-feira (13). Já o secretário de Saúde da região do Lazio, Alessio D'Amato, ressaltou que o ensaio clínico pode começar "na semana que vem, dependendo do aval da Aifa".

As fórmulas da AstraZeneca, da Moderna e da Pfizer já foram aprovadas para uso emergencial na UE, mas a Sputnik ainda não. No entanto, o Spallanzani assinou nesta terça-feira um memorando de colaboração científica com o Instituto Gamaleya e o fundo soberano da Rússia, responsáveis pelo imunizante.

A vacina da AstraZeneca enfrenta desconfiança em parte da população italiana por causa da possibilidade de tromboses como efeitos colaterais. No entanto, a agência de medicamentos da UE (EMA) já reiterou diversas vezes que os benefícios do produto superam os riscos e que não há motivos para restringir seu uso.

Atualmente, a Itália utiliza a vacina preferencialmente em pessoas com mais de 60 anos de idade. Segundo a EMA, foram constatados apenas 86 casos de trombose em uma população de 25 milhões de imunizados na Europa até 22 de março, o que significa 0,0003% do total.

A fórmula da AstraZeneca se baseia em um adenovírus inativo contendo uma sequência genética que codifica a proteína spike, espécie de casca de espinhos do coronavírus Sars-CoV-2. Esse é o mesmo método empregado pela Sputnik, que, no entanto, faz uma combinação de dois adenovírus, um para cada dose.

Já as vacinas da Pfizer e Moderna usam a tecnologia do RNA mensageiro (mRNA), uma sequência genética sintética que codifica a proteína spike. (ANSA)

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