Americanos são condenados à perpétua por morte de policial na Itália

Crime chocou o país europeu em julho de 2019

Crime chocou o país europeu em julho de 2019 (foto: EPA)
20:29, 05 MaiROMA ZCC

(ANSA) - O Tribunal de Primeira Instância de Roma condenou à prisão perpétua os dois turistas americanos responsáveis pelo homicídio do policial militar Mario Cerciello Rega, vice-brigadeiro de 35 anos da Arma dos Carabineiros assassinado durante uma abordagem em julho de 2019.

A decisão foi tomada nesta quarta-feira (5) após 13 horas de sessão. As varias etapas do julgamento ocorreram no ano passado em mais de 50 audiências, nas quais foram ouvidos peritos, testemunhas e os próprios réus.

De acordo com a justiça, o autor material do assassinato foi Elder Finnegan Lee, de 21 anos, que teve como cúmplice Gabriel Christian Natale-Horth, 20. Os dois foram acusados de homicídio agravado e tentativa de extorsão.

A prisão perpétua foi pedida pela procuradoria no dia 6 de março, data em que a representante do Ministério Público, Maria Sabina Calabretta, afirmou que este caso se caracteriza por "fatos graves" e "grave é a injustiça cometida contra um bom homem, que estava trabalhando".

A promotoria reconstruiu as fases do crime e explicou que a vítima não teve tempo de desenvolver qualquer defesa ativa.

Para a defesa dos assassinos, no entanto, "esta sentença representa uma vergonha para a Itália". "Os juízes não querem ver o que aconteceu durante a investigação e o julgamento. Nunca vi algo tão indigno. Vamos recorrer", afirmou o advogado de Lee, Renato Borzone.

Relembre o caso -

O crime chocou a Itália e dominou as manchetes no país no dia 26 de julho de 2019, data em que o policial militar Mario Cerciello Rega foi assassinado pelos dois turistas americanos na rua Pietro Cossa, a dois quilômetros do Vaticano, em pleno centro de Roma.

Rega chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital, após ser atingido por 11 facadas. Casado desde o fim de junho, o policial também havia acabado de completar 35 anos. Ele retornara de sua lua de mel apenas quatro dias antes do assassinato.

No dia do crime, de acordo com a reconstrução da polícia, os americanos Elder Finnegan Lee e Gabriel Christian Natale-Hjorth haviam furtado a mochila de um italiano em Roma e pedido 100 euros e um grama de cocaína para restituí-la.

No entanto, os turistas teriam se irritado ao perceber que haviam comprado aspirina moída no lugar da droga e tentado chantagear o suposto traficante, que decidiu denunciar o furto da mochila. A polícia armou uma emboscada para prender os americanos, e Rega, que estava à paisana, fazia parte da operação. Mas a abordagem rapidamente se transformou em uma briga, e o carabineiro acabou esfaqueado 11 vezes.

Os criminosos chegaram a fugir, mas foram capturados em um hotel da capital italiana quando estavam prontos para deixar o país. (ANSA)

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