Draghi cobra fim de bloqueio a exportações de vacinas nos EUA

Mario Draghi concede coletiva de imprensa no Porto após cúpula da UE
Mario Draghi concede coletiva de imprensa no Porto após cúpula da UE (foto: ANSA)
15:20, 08 MaiPORTO ZLR

(ANSA) - O premiê da Itália, Mario Draghi, se alinhou ao discurso de outros líderes europeus e cobrou neste sábado (8) que os EUA e o Reino Unido retirem as barreiras a exportações de vacinas anti-Covid.

A declaração chega em meio à discussão sobre a quebra temporária de patentes de imunizantes contra o novo coronavírus, relançada nesta semana pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

"Antes de chegar [à liberação das patentes], seria necessário fazer coisas mais simples, como a remoção do bloqueio às exportações que os Estados Unidos, em primeiro lugar, e o Reino Unido continuam a manter", disse Draghi após uma cúpula da União Europeia no Porto, em Portugal.

Enquanto a UE exportou metade das 400 milhões de doses produzidas no bloco, os EUA venderam 5% de sua produção, e somente para os vizinhos Canadá e México. "A questão é muito mais complexa", acrescentou o premiê italiano.

Essa é a posição adotada de forma geral pela UE, que se diz aberta a discutir qualquer medida que aumente a produção global de vacinas, mas cobra dos países anglo-saxões o fim das barreiras a exportações.

No entanto, Draghi admitiu que uma suspensão temporária das patentes não representaria um "desestímulo à pesquisa e à produção" de outros imunizantes, como alega a indústria farmacêutica. Na última sexta (6), o premiê já havia dito ser favorável à proposta de Biden.

Até o momento, já foram aplicadas cerca de 1,26 bilhão de doses de vacinas anti-Covid em todo o mundo, segundo o portal Our World in Data, mas somente 19,7 milhões (1,7%) na África, embora o continente abrigue mais de 15% da população global. (ANSA)

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