Migrante é espancado por ao menos 3 pessoas na Itália

++ Migrante aggredito: polizia rintraccia tre aggressori ++
++ Migrante aggredito: polizia rintraccia tre aggressori ++ (foto: ANSA)
15:59, 10 MaiVENTIMIGLIA ZCC

(ANSA) - Um migrante ilegal de 24 anos, natural da Guiné, foi brutalmente espancado por pelo menos três homens em Ventimiglia, perto da fronteira entre Itália e França, informaram as autoridades italianas nesta segunda-feira (10).

O ataque ocorreu na tarde deste domingo (9), na via Ruffini, no centro da cidade, em uma rua localizada atrás da sede da prefeitura, e foi filmado por testemunhas.

A polícia de Imperia já encontrou e identificou os três agressores, sendo dois de Agrigento e um de Palmi. Todos eles, residentes de Ventimiglia, têm 38, 44 e 28 anos, respectivamente, e são acusados por lesão corporal agravada pelo uso de instrumentos contundentes.

De acordo com relatos, a confusão foi desencadeada após o migrante tentar roubar o celular de um dos três em um supermercado. No entanto, outra versão diz que o africano, cuja identidade não foi revelada, foi supostamente atacado após ter discutido com um casal dentro do estabelecimento. O jovem, que estaria bêbado, teria começado a incomodar um casal com pedidos de dinheiro.

Câmeras de vigilância e depoimentos revelaram que os três agressores confrontaram o migrante com xingamentos e depois o seguiram, atacando-o com barras de ferro, mesmo quando ele já estava caído no chão.

Uma filmagem feita por um dos moradores da região foi publicada nas redes sociais e contribuiu para os agentes identificarem os criminosos. No vídeo é possível ouvir uma mulher gritando: "Ele está matando, saia daqui, ajude-o, eles estão matando ele".

Após a confusão, o migrante foi levado para um hospital em Imperia, onde foi constatada lesões no corpo e traumas faciais.

A polícia italiana está investigando ainda a possibilidade do envolvimento de uma quarta pessoa que aparece na gravação no final do ataque, segundo fontes judiciais. A hipótese de motivações raciais foi descartada. (ANSA)

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