Vídeos mostram 'falha' em freios de teleférico na Itália desde 2014

Gravações foram feitas pelo suíço amador Michael Meier

Autoridades italianas investigam queda de teleférico (foto: ANSA)
20:34, 01 JunROMA ZCC

(ANSA) - O Ministério Público de Verbania recebeu nesta terça-feira (1º) uma série de vídeos filmados entre 2014 e 2018 onde é possível constatar o uso de "garfos" para desativar os freios de emergência do teleférico de Stresa-Mottarone, cuja queda matou 14 pessoas, desde este período.

As gravações foram feitas pelo suíço amador Michael Meier e enviadas primeiramente para a emissora alemã ZDF, após o acidente no último dia 23 de maio, que teve apenas um sobrevivente.

Nas imagens é possível ver os chamados "garfos" bloqueando os freios de emergência, de acordo com nota da TV alemã. "Por interesses técnicos, ele filmou três vezes o teleférico Mottarone: em 2014, em 2016 e em 2018".

Em entrevista à ZDF, Maier explicou que, depois do acidente, olhou para o material da época e percebeu que estes garfos podem ser vistos desde à época em que produziu os vídeos. "Percebi que estes garfos já estão visíveis nestas imagens também. Em 2014, esses garfos eram usados com as pessoas na cabine", afirmou.

Agora, o conteúdo será analisado pelos investigadores italianos para entender se essa prática era usada pelos técnicos do equipamento há pelo menos sete anos. A procuradora Olimpia Bossi confirmou o recebimento das imagens e disse que, no momento, prefere "evitar qualquer avaliação".

O Ministério Público apura os motivos que provocaram o rompimento do cabo de tração, o que fez a cabine recuar em alta velocidade e se chocar contra um pilar da estrutura, caindo em seguida de uma altura de 20 metros e deslizando montanha abaixo até parar em um bosque.

Dos 15 passageiros a bordo, apenas um sobreviveu, o menino Eitan, de cinco anos de idade, que deixou a UTI hoje. 

Inicialmente, o caso chegou a provocar a prisão de três suspeitos do acidente, mas no último fim de semana uma juíza italiana determinou a soltura de dois homens. (ANSA)

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