Risco de morte por Covid cai 95% após vacinação na Itália

Índice surge 7 semanas depois de tomar a primeira dose

Vacinação na Itália já traz efeitos na queda de mortalidade e internações
Vacinação na Itália já traz efeitos na queda de mortalidade e internações (foto: ANSA)
10:09, 10 JunROMA ZGT

(ANSA) - O risco de morrer por Covid-19 na Itália é reduzido em 95% a partir da sétima semana depois da administração da primeira dose da vacina contra a doença, mostrou um estudo divulgado pelo Instituto Superior de Saúde (ISS) e pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat) nesta quinta-feira (10).

O documento explica que a vacinação "trouxe uma notável redução do risco de morte menos de dois meses depois de receber a dose".

Outro índice positivo é que, na comparação com 2020, houve uma queda em termos percentuais na contaminação por coronavírus Sars-CoV-2 na população muito idosa, ou seja, acima dos 80 anos, e uma queda na idade média das pessoas que contraíram a doença.

"Isso é um sinal de como a campanha de vacinação, as recomendações e a prevenção colocadas em prática tiveram êxito positivo na redução da transmissão da doença na faixa anciã da população, mas é também uma consequência da capacidade de diagnóstico e das atividades de monitoramento de casos", informa ainda o relatório.

O ISS-Istat informa ainda que houve uma ótima adesão da população à campanha, com 95% dos vacinados voltando para tomar a segunda dose, quando necessário, e que "depois das sete semanas, estima-se ainda a redução de 80% do risco de infecção e de 90% do risco de internação".

Os dados foram contabilizados até 7 de junho, quando 38.178.684 doses das vacinas da Pfizer/BioNTech, Moderna, Oxford/AstraZeneca e Janssen haviam sido administradas no país.

Desses, 13.028.350 pessoas completaram o ciclo de imunização (duas doses ou a dose única da Janssen), o que representava 24,01% da população acima dos 12 anos.

A Itália vem acelerando a aplicação das vacinas desde o início de maio, com uma média de 3,4 milhões de doses administradas nas últimas cinco semanas. (ANSA).
   

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