Deputada alerta governo da Itália por greve de fome de Battisti

Italiano protesta para receber visita de parentes na prisão

Battisti está em greve de fome para ser transferido de área de presídio e poder receber parentes
Battisti está em greve de fome para ser transferido de área de presídio e poder receber parentes (foto: ANSA)
10:47, 25 JunCORIGLIANO ROSSANO ZGT

(ANSA) - A deputada do Partido Democrático (PD), Enza Bruno Bossio, visitou nesta sexta-feira (25) o ex-terrorista Cesare Battisti no presídio de Rossano, na Itália, e alertou para o estado de saúde do italiano.

"Cesare Battisti está fazendo uma greve de fome desde 2 de junho, está mal e mal consegue ficar em pé. As motivações pelas quais faz isso são muito sérias. Ele é um condenado à perpétua e não contesta a condenação por atos que ele mesmo reconheceu que cometeu. Mas, também para esses condenados, a lei italiana permite benefícios, como a possibilidade de ter encontros com familiares, de fazer outras atividades e isso não é permitido para Battisti. É como se existisse, como ele mesmo diz, um 'regime Battisti'", disse Bossio após o encontro.

A deputada fez a visita ao lado do advogado Adriano D'Amico para checar as situações humanitárias da detenção e também fez coro a outra reclamação de Battisti, que foi colocado em uma área junto a condenados por terrorismo.

"Na Alta Segurança 2, há apenas jihadistas e um italiano só, que também se converteu ao Islã. Não é uma questão de racismo, mas eles têm um outro tipo de agregação, estão juntos e ele [Battisti] está completamente isolado e não está apto a socializar. A única hora de ar livre que tem, faz uma espécie de quadrado um pouco maior da pequeníssima cela onde vive", acrescentou a parlamentar.

Bossio ainda acrescentou que vai "continuar lutando" para que Battisti consiga ter acesso ao que pede - transferência de área e a possibilidade de ver familiares e fazer outras atividades - e que está preocupada "que, na relação com Battisti, o Estado esteja vingativo, algo que não pode ser contra ninguém".

 O italiano foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato de quatro pessoas na década de 1970 e está no atual presídio desde 12 de setembro do ano passado. Segundo a defesa, esse isolamento diurno deveria ter durado seis meses assim que ele foi extraditado para a Itália, em janeiro de 2019. Porém, a regra ainda está em vigor. (ANSA).
   

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