Chanceleres do G20 se comprometem com 'fome zero' até 2030

Declaração final de reunião na Itália ressaltou multilateralismo

Itália foi anfitriã de reunião de ministros das Relações Exteriores do G20 (foto: ANSA)
15:24, 29 JunMATERA ZGT

(ANSA) - Os ministros das Relações Exteriores do países do G20 se comprometeram com o objetivo de zerar a fome no mundo até 2030 e reforçar o multilateralismo na declaração final da reunião realizada nesta terça-feira (29) em Matera, na Itália.

"A redução da pobreza, a segurança alimentar e os sistemas alimentares sustentáveis são fundamentais para por fim à fome, encorajar a coesão social e o desenvolvimento da comunidade, reduzir as desigualdades socioeconômicas seja entre países ou em seu interior", diz o texto.

Os chanceleres se comprometeram a "respeitar a prioridade da segurança alimentar intensificando os esforços para garantir uma alimentação segura e adequada para todos, por fim a todas as formas de má nutrição, preservar a agrobiodiversidade e confiar na ciência, ter práticas comerciais avançadas e comportamentos responsáveis que integrem os conhecimentos tradicionais, a cultura alimentar local e as melhores práticas ao fim de atingir os objetivos da agenda ONU", ou seja, a fome zero até 2030.

Outro ponto considerado fundamental pelos ministros é o reforço do multilateralismo e a necessidade da cooperação entre as nações. Inclusive, durante a reunião, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, foi um dos mais entusiasmados na defesa do tema.

A mudança na postura dos Estados Unidos é evidente já que, durante os quatro anos do governo de Donald Trump, o republicano era um ferrenho defensor do unilateralismo e do enfraquecimento das organizações mundiais.

O anfitrião do encontro, o italiano Luigi Di Maio, destacou ainda o consenso entre os membros do bloco sobre as preocupações com o clima.

"Além das diferenças e das distâncias entre alguns países na mesa do G20, todos nós estivemos de acordo que, sobre as mudanças climáticas, precisamos cooperar. E também onde existem diferenças precisamos, com todas as nossas forças, enfrentar juntos o tema da agitação climática e tornar nossas sociedades sustentáveis", pontuou o ministro.

Além disso, o chanceler italiano informou que o governo nomeará, em breve, um enviado especial para o clima, como acontece nos Estados Unidos e no Reino Unido, porque considera esse "um papel fundamental para a sustentabilidade das nossas sociedades".

Assim como aconteceu no encontro dos países-membros da coalizão contra o grupo terrorista Estado Islâmico, Di Maio ressaltou a importância das nações mais desenvolvidas ajudarem os governos da África. Por isso, anunciou mais uma reunião do "Encontro com a África" entre os dias 7 e 8 de outubro em Roma.

"A África é um interlocutor fundamental para enfrentar os desafios comuns em uma perspectiva de parcerias paritárias. Acredito que o G20 tem o dever de apoiar a África para sair desse período difícil e para entrar em uma fase de crescimento sustentado e sustentável. Há recursos imensos e é preciso agir para liberar esses enorme potencial", destacou o italiano. (ANSA).
   

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