Catracas e app: o plano de Veneza para controlar turistas

A partir de 2022, acesso ao centro da cidade será limitado

Pandemia fez Veneza adiar entrada em vigor de taxa contra turistas
Pandemia fez Veneza adiar entrada em vigor de taxa contra turistas (foto: ANSA)
12:42, 12 JulVENEZA ZLR

(ANSA) - A cidade de Veneza, uma das joias turísticas da Itália, terá um sistema de catracas acionadas por meio de um aplicativo para controlar o fluxo de turistas em seu centro histórico.

O anúncio foi feito neste domingo (11) pelo prefeito Luigi Brugnaro, de centro-direita, e faz parte dos planos da prefeitura para colocar um freio no turismo de massa em uma cidade onde a beleza é proporcional à fragilidade.

"Haverá catracas, assim como aquelas de mercado, e será possível passar com um app, com base na disponibilidade no momento. Cidadãos sempre terão a senha da catraca, mas visitantes a terão durante o período de hospedagem", disse Brugnaro.

A prefeitura há tempos tenta implantar uma taxa de até oito euros (equivalente a R$ 50 pela cotação atual) para turistas que não pernoitam no centro histórico de Veneza, mas teve de adiar a medida para 1º de janeiro de 2022 devido à pandemia do novo coronavírus.

A cobrança será feita de forma antecipada, mediante reserva, e terá valor de três euros (R$ 18,75) nos dias comuns; seis euros (R$ 37,50) nos dias de "selo vermelho", ou seja, quando é previsto um "fluxo crítico" de pessoas; e oito euros nos dias de "selo preto", quando é previsto um "fluxo crítico excepcional" de turistas.

Em um segundo momento, essas cifras subirão para seis, oito e 10 euros (R$ 62,50), respectivamente, com a criação de uma quarta categoria, o "selo verde", para raros dias com baixo fluxo de viajantes e valor de três euros. O calendário de selos será divulgado previamente pela prefeitura.

"Com a contribuição de acesso, poderemos usar essa alavancagem financeira para dissuadir pessoas que não tenham reservado a entrada na cidade. É um experimento que ninguém fez, haverá algumas dificuldades, mas Veneza não vai abrir mão disso", acrescentou Brugnaro.

A "taxa de desembarque" será voltada a pessoas que visitarem o centro histórico de Veneza e as ilhas da cidade, como Murano e Burano, mas sem pernoitar nessas regiões. Aqueles que dormem na área da Lagoa de Veneza já pagam a "tassa di soggiorno", que varia de um a cinco euros por dia.

Por outro lado, adeptos do chamado "bate e volta" hoje não arcam com nenhuma tarifa para entrar no superlotado centro da cidade. (ANSA)

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