Itália tem maior número de casos de Covid em quase 2 meses

Alta foi registrada mesmo com dados faltantes de uma região

Itália vem registrando alta diária no número de casos de Covid-19
Itália vem registrando alta diária no número de casos de Covid-19 (foto: ANSA)
14:31, 20 JulROMA ZGT

(ANSA) - A Itália registrou 3.558 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, no maior dado computado pelo país desde 28 de maio, informou o Ministério da Saúde. O número foi atingido mesmo sem a região de Friuli Veneza Giulia atualizar seus dados por problemas técnicos.

Com isso, o país chegou aos 4.139.605 diagnósticos confirmados. Desde o dia 1º de julho, a média móvel de casos não para de aumentar, chegando a 2.769 nesta terça - eram 2.480 na segunda-feira (20).

 

 

No período, também foram confirmadas 10 mortes, elevando para 127.884 as vítimas da pandemia de coronavírus Sars-CoV-2. Nesse caso, a média móvel continua caindo e está em 11 óbitos diários.

 

 

Os casos ativos, que descartam curas e mortes, voltaram a subir e chegaram a 49.310 - também o maior número desde 1º de julho. Do total de diagnósticos positivos, 47.951 estão em isolamento domiciliar, 1.194 em acompanhamento hospitalar e 165 em unidades de terapia intensiva (UTIs).

Há cinco dias, houve uma reversão na tendência de queda de internações em UTIs, em dado que estava caindo desde o fim de março.

 

 

O boletim do Ministério da Saúde ainda informou que 1.760 pessoas foram declaradas recuperadas da Covid-19, elevando para 4.115.889 os pacientes "curados" do vírus. O dado não reflete quantas pessoas têm sequelas, apenas os que apresentaram teste negativo ou a saída dos hospitais.

Foram realizados 218.705 testes para detecção da doença e a taxa de positividade oscilou para 1,6%.

O governo italiano já trabalha com o cenário de alta dos casos por conta da retirada das restrições sanitárias e, por conta disso, deve mudar o peso do índices que determinam se uma região vai avançar ou retroceder em uma das faixas de cor por risco de disseminação da doença. Conforme o ministro Roberto Speranza, a ocupação hospitalar terá mais peso do que o índice de casos por milhão de habitantes. (ANSA).
   

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