'Itália está ao lado do povo cubano', diz ministro

Di Maio pede libertação de quem se manifesta pacificamente

Protestos em Cuba ocorreram em diversas cidades
Protestos em Cuba ocorreram em diversas cidades (foto: ANSA)
14:35, 29 JulROMA ZGT

(ANSA) - O ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, afirmou nesta quinta-feira (29) que o governo do país está "ao lado do povo cubano na sua busca por um futuro melhor, em termos de liberdade e bem-estar". A afirmação ocorreu durante questionamentos do Senado sobre assuntos internacionais.

Segundo Di Maio, o diretor-geral para a Globalização do Ministério se reuniu com o embaixador cubano em Roma no dia 13 de julho, logo após as primeiras manifestações registradas em cidades da ilha.

"Nessa ocasião, nós expressamos a nossa preocupação para a gestão da ordem pública e das pessoas detidas. Nós pedimos ainda a adequada proteção para os cidadãos italianos eventualmente envolvidos nas manifestações e para a nossa sede diplomática, se as circunstâncias fizessem isso ser necessário. É essencial que seja plenamente respeitado o Estado de direito", acrescentou o chanceler.

Di Maio ainda pontou aos senadores que o governo pediu, assim como a União Europeia, que as pessoas detidas sem provas, apenas por se manifestar, "devem ser libertadas", devendo ser mantidas presas apenas aquelas que "cometeram crimes durante os protestos".

O chanceler não citou o embargo econômico dos Estados Unidos à ilha, mas ressaltou que as conversas sobre os direitos humanos entre Bruxelas e Havana "estão bem avançadas". Ainda conforme Di Maio, "há 10 anos, Cuba é um país prioritário para a nossa cooperação e desenvolvimento".

"Desde o início da pandemia de Covid-19, nós reorientamos algumas das atividades para enfrentar a emergência sanitária e as suas repercussões socioeconômicas. No canal humanitário, apoiamos as atividades do Programa Alimentar Mundial, em particular, para o fornecimento de gêneros alimentícios a mais de dois mil pacientes recuperados da Covid em sete estruturas hospitalares do país", acrescentou. (ANSA).
   

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