Itália passa a exigir certificado sanitário em restaurantes

Medida também vale para cinemas, academias, museus e feiras

Fiscalização do 'passe verde' na entrada de café em Nápoles, sul da Itália
Fiscalização do 'passe verde' na entrada de café em Nápoles, sul da Itália (foto: ANSA)
12:29, 06 AgoROMA ZLR

(ANSA) - A partir desta sexta-feira (6), os habitantes da Itália com mais de 12 anos precisam apresentar um certificado sanitário digital ou impresso para acessar academias, piscinas públicas, cinemas, teatros, feiras, congressos, eventos esportivos, shows e áreas cobertas de bares e restaurantes.

A medida é uma tentativa do governo do premiê Mario Draghi de estimular a vacinação contra a Covid-19 e fazer o país atingir a tão sonhada imunidade coletiva.

Até o momento, cerca de 65% da população está ao menos parcialmente vacinada contra o novo coronavírus, enquanto 54% das pessoas concluíram o ciclo de vacinação, mas o ritmo de aplicação das primeiras doses vem caindo nas últimas semanas.

"As coisas estão indo bem para a economia italiana, e espero que sejam ainda melhores, mas quero dizer aos italianos: para que as coisas melhorem, se vacinem e respeitem as regras", disse Draghi nesta sexta-feira.

O chamado "passe verde" pode ser obtido por pessoas totalmente vacinadas contra a Covid-19 ou que tenham tomado a primeira dose há pelo menos 15 dias; curados da doença há no máximo seis meses; ou indivíduos que tenham testado negativo em exames PCR ou de antígeno há no máximo 48 horas.

São consideradas apenas as vacinas em circulação na Itália (AstraZeneca, Janssen, Moderna e Pfizer), mas o governo abriu uma exceção para os voluntários que participaram das fases 1 e 2 de ensaios clínicos do imunizante da farmacêutica italiana ReiThera, que ainda não tem eficácia comprovada.

Pessoas que violarem as regras estarão sujeitas a multas de 400 a 1.000 euros (de R$ 2,5 mil a R$ 6,2 mil pela cotação atual).

No início do próximo ano letivo, em setembro, o certificado também será exigido de funcionários de escolas, incluindo docentes, e de estudantes e professores universitários. Quem não apresentar o "passe verde" terá o salário suspenso.

Além disso, a partir de 1º de setembro, o certificado também será cobrado em meios de transporte de longa distância, como trens e ônibus que atravessem mais de duas regiões. (ANSA)

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