Prefeita oferece Roma como corredor humanitário para afegãos

Virginia Raggi se disponibilizou a acolher refugiados na capital

Afegãs evacuadas pela Itália aguardam controles sanitários no Aeroporto Leonardo da Vinci, na província de Roma
Afegãs evacuadas pela Itália aguardam controles sanitários no Aeroporto Leonardo da Vinci, na província de Roma (foto: ANSA)
13:50, 17 AgoROMA ZLR

(ANSA) - A prefeita de Roma Virginia Raggi, ofereceu a cidade como corredor humanitário para refugiados do Afeganistão, país que foi reconquistado pelo grupo fundamentalista islâmico Talibã no último fim de semana.

Em carta ao ministro italiano das Relações Exteriores, Luigi Di Maio, Raggi disponibilizou as "estruturas municipais para contribuir com o acolhimento de refugiados, mulheres, estudantes, crianças e de quem está prestes a ser repatriado".

"A prefeitura de Roma está pronta a apoiar eventuais esforços para a instituição imediata de corredores humanitários. Roma vai fazer sua parte nessa emergência", escreveu a prefeita, que vai tentar a reeleição no próximo mês de outubro.

Tanto Raggi quanto Di Maio pertencem ao partido antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S), que já defendeu políticas antimigrantes no passado, inclusive o fechamento dos portos para pessoas resgatadas no Mediterrâneo.

"Não podemos permanecer indiferentes frente ao que está acontecendo e não podemos deixar o povo afegão sozinho. É importante agir rapidamente, dando proteção e ajuda a quem está fugindo do regime talibã", ressaltou a prefeita.

O governo italiano já admitiu que espera um aumento dos fluxos migratórios de afegãos em função da tomada do poder pelo Talibã, tanto pela rota balcânica, na Europa Oriental, quanto pelo Mediterrâneo.

"A Itália precisa se preparar para um aumento no fluxo de deslocados do Afeganistão", disse na última segunda-feira (16) a vice-ministra das Relações Exteriores, Marina Sereni.

O país europeu já repatriou o pessoal de sua embaixada em Cabul e reconstituiu a representação diplomática, guiada pelo embaixador Vittorio Sandalli, na sede do Ministério das Relações Exteriores. A Itália também mantém uma guarnição diplomática no aeroporto de Cabul para ajudar nas operações de evacuação. (ANSA)

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