Turistas de bate-volta precisarão reservar entrada em Veneza

Medida deve entrar em vigor no verão boreal de 2022

Turistas em café na Praça San Marco, centro histórico de Veneza
Turistas em café na Praça San Marco, centro histórico de Veneza (foto: ANSA)
11:33, 22 AgoVENEZA ZLR

(ANSA) - A partir do verão boreal de 2022, turistas que não pernoitarem no centro histórico de Veneza precisarão fazer uma reserva para entrar na região.

A medida já vem sendo prometida pela prefeitura há vários anos, mas teve de ser adiada em função da pandemia do novo coronavírus.

No entanto, a invasão de visitantes após o relaxamento das restrições de viagem na União Europeia convenceu o governo municipal a implantar o plano a partir do próximo verão no Hemisfério Norte, que começa no fim de junho.

O projeto prevê a instalação de cancelas eletrônicas nos acessos ao centro histórico de Veneza para controlar a entrada de turistas. Enquanto viajantes que pernoitam no centro da cidade já pagam uma taxa de estadia de um a cinco euros por dia, os adeptos do chamado "bate e volta" não são cobrados atualmente.

A prefeitura, contudo, vai implantar uma taxa de até oito euros (equivalente a R$ 51 pela cotação atual) para turistas que não pernoitam no centro histórico veneziano, valor que será cobrado de forma antecipada, mediante reserva e por meio de um aplicativo.

A taxa será de três euros (R$ 19) nos dias comuns; seis euros (R$ 38) nos dias de "selo vermelho", ou seja, quando é previsto um "fluxo crítico" de pessoas; e oito euros nos dias de "selo preto", quando é estimado um "fluxo crítico excepcional" de turistas.

Em um segundo momento, essas cifras devem subir para seis, oito e 10 euros (R$ 64), respectivamente, com a criação de uma quarta categoria, o "selo verde", para raros dias com baixo fluxo de viajantes e valor de três euros.

O calendário de selos será divulgado previamente pela prefeitura, que também não exclui instalar as primeiras cancelas eletrônicas em setembro para começar a testar o sistema. (ANSA)

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