Itália apoia medidas de segurança para afegãos a partir de 31/8

Aeroporto de Cabul após ataque terrorista
Aeroporto de Cabul após ataque terrorista (foto: EPA)
17:04, 30 AgoROMA ZCC

(ANSA) - O Ministério das Relações Exteriores da Itália defendeu nesta segunda-feira (30) a necessidade da comunidade internacional adotar uma estratégia para garantir segurança aos cidadãos que planejam sair do Afeganistão após o dia 31 de agosto, data limite para a retirada das tropas estrangeiras do território afegão.

Em nota, a Farnesina explicou que o Afeganistão iniciará uma segunda fase, na qual terá que ser "estudadas possíveis soluções para dar passagem segura aos afegãos que pretendem deixar o país mesmo depois de 31 de agosto".

"É necessário adotar uma estratégia partilhada a nível multilateral que envolva todos os principais atores internacionais, a começar pelos países vizinhos", diz o texto.

O ministério comandado pelo italiano Luigi Di Maio recordou ainda que a Itália foi o primeiro país da União Europeia (UE) a completar as operações de evacuação de Cabul por via aérea, retirando 5 mil afegãos, incluindo aqueles que colaboraram com a presença italiana no país.

Por fim, o comunicado destaca o "extraordinário esforço conjunto da Farnesina, do Ministério da Defesa e do setor de Inteligência" para tornar a Itália o primeiro entre os países da UE em número de evacuados.

A Itália recebeu o último avião militar que estava fazendo o processo de evacuação de civis, funcionários do governo e militares do Afeganistão no último sábado (28). Na ocasião, o chanceler italiano elevou a preocupação com ameaças terroristas e afirmou que o país europeu precisa focar em não abandonar o povo afegão, incluindo mulheres e crianças. 

Hoje, no entanto, Di Maio disse que não é possível “criar corredores humanitários imediatamente a partir do Afeganistão, porque é preciso dar às autoridades talibãs a lista de nomes das pessoas que o governo quer levar para a Itália.

“Vimos o famoso comediante morto pelo Talibã, vimos o músico, vimos atos hediondos e atrocidades. E é por isso que temos que trabalhar com Paquistão, Irã, Uzbequistão, Tadjiquistão, para onde os refugiados estão indo”, explicou.

O chanceler italiano ainda reforçou que é preciso apoiar os países vizinhos do Afeganistão “na gestão da imigração” e depois “criar corredores europeus para permitir que essas pessoas tenham um futuro melhor”, começando pelas mulheres, jovens e crianças.

“Estas foram as partes mais fracas da sociedade que pagaram mais por algumas das escolhas do Talibã antes de 2001, e que pagarão mais agora”, finalizou Di Maio. (ANSA)

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