Draghi e Macron debatem crise afegã em restaurante na França

Draghi e Macron se encontraram em Marselha
Draghi e Macron se encontraram em Marselha (foto: ANSA)
18:47, 02 SetPARIS ZCC

(ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, foi recebido nesta quinta-feira (2) pelo presidente da França, Emmanuel Macron, para debater a situação no Afeganistão e questões bilaterais.

Os dois líderes se reuniram no restaurante estrelado "Le Petit Nice", em Marselha, a segunda cidade do país em meio a uma profunda crise de segurança, tráfico de drogas e marginalização.

"Estamos aqui para falar sobre o Afeganistão. Depois temos que falar sobre o próximo Conselho da UE e preparar a presidência francesa. Vamos abordar questões bilaterais e migratórias", explicou Macron, ressaltando que os líderes vão conversar "sobre o futuro".

Até o momento, nenhum comunicado oficial sobre a reunião foi divulgado pelos governos italiano e francês.

O encontro acontece dias após a ideia de Macron de propor a criação de uma "zona segura" em Cabul, sob o controle da ONU, que permitiria a continuação das operações humanitárias no território afegão, "encalhar".

Mais cedo, Draghi declarou que espera realizar uma cúpula do G20 sobre o Afeganistão e ressaltou que nenhum país ainda estabeleceu uma estratégia para lidar com o Talibã. "Ninguém pode alegar ter uma estratégia clara neste estágio. Ninguém tem um roteiro", disse em entrevista coletiva.

A Itália, que detém a presidência rotativa do grupo que reúne as 20 maiores economias, já havia sinalizado a ideia de convocar uma cúpula sobre a crise no país asiático.

Segundo o premiê italiano, porém, qualquer reunião do G20 não seria realizada antes da assembleia da ONU, que termina em 30 de setembro.

Na coletiva de imprensa, Draghi ainda criticou os países-membros que se recusam a receber mais refugiados afegãos e enfatizou que é preciso fazer um trabalho melhor para enfrentar as questões migratórias. "A União Europeia ainda é incapaz de administrar essas crises. Alguns países já disseram que não querem nenhum afegão. Como pode fazer isso?", concluiu. (ANSA)

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