Itália alerta sobre terrorismo, mas defende acolhimento de afegãos

Ministro da Defesa da Itália se reuniu com o secretário de Defesa dos EUA (foto: EPA)
09:25, 04 SetWASHINGTON ZCC

(ANSA) - O ministro da Defesa da Itália, Lorenzo Guerini, alertou nesta sexta-feira (3) para o risco de terrorismo associado aos refugiados do Afeganistão, mas defendeu a necessidade da comunidade internacional acolhê-los após o Talibã assumir o controle do país asiático.

A declaração foi dada durante coletiva de imprensa após o italiano se reunir com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, no Pentágono.

"A Europa deve viver de acordo com os seus valores e fazer a sua parte", enfatizou Guerini, acrescentando que a Itália já está fazendo sua parte, principalmente depois de acolher cerca de 5 mil refugiados.

O ministro italiano declarou ainda que todos precisam estar prontos para "lidar com a evolução da crise" e disse que o "epílogo da missão no Afeganistão acelerou a reflexão sobre uma revisão estratégica da segurança da Otan e na UE".

Guerini reiterou que é a favor do "reforço da defesa europeia assumindo responsabilidades quando é necessário assumi-la, mas sempre sob a égide das relações transatlânticas e da Otan". A questão, porém, não foi tema da reunião, de acordo com ele.

Atualmente, o foco da Itália "está na concretização da transferência de cidadãos afegãos que têm o título e sobre o qual a comunidade internacional deve trabalhar com grande empenho numa perspectiva político-diplomática, com um primeiro confronto com o novo contexto afegão", informou o italiano.

Para isso, o primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, está trabalhando para realizar uma cúpula do G20 sobre a crise no território afegão.

Austin, por sua vez, agradeceu o papel desempenhado pelo governo italiano e sua contribuição internacional em várias missões, como no Líbano, Iraque, Líbia e Sahel. "A Itália é um exportador de segurança", ressaltou.

Durante o encontro, os dois membros da Defesa também debateram as ameaças da Rússia e da China, além de África e Oriente Médio.

"Sobre as ameaças da Rússia, a posição da Itália é clara: construir todas as oportunidades de diálogo, mas grande firmeza na proteção da nossa segurança", explicou o ministro italiano, lembrando que o assunto foi discutido no contexto de "crescimento da competição global e posturas potencialmente ameaçadoras". (ANSA)

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