No G20 da Saúde, Itália defende envio de vacinas para mais pobres

Speranza disse que vacinação evitará novas restrições sanitárias

Speranza foi o anfitrião do primeiro dia do encontro do G20 da Saúde
Speranza foi o anfitrião do primeiro dia do encontro do G20 da Saúde (foto: ANSA)
13:52, 05 SetROMA ZGT

(ANSA) - O ministro da Saúde da Itália, Roberto Speranza, cobrou neste domingo (5) o envio de vacinas anti-Covid para os países mais pobres do mundo para conseguir acabar com a pandemia. O italiano foi o anfitrião do encontro de seus pares no G20 em Roma.

"Há condições para construir o Pacto de Roma, que garantirá vacinas para os países mais frágeis. Hoje há desigualdades muito fortes entre as nações ricas, que já têm percentuais de vacinação muito significativos, e há países que estão para trás.

O compromisso com esse acordo que estamos trabalhando é de construir condições para que a vacina seja um direito e não um privilégio de poucos", disse Speranza ao sair do primeiro dia de reuniões.

Ainda conforme o italiano, todos os representantes presentes no encontro "compartilham" a mesma posição. Speranza reafirmou que só a vacinação de grande parte da população permitirá que as restrições sanitárias mais duras, como o lockdown, fiquem no passado.

"O G20 que estamos realizando é uma oportunidade para reforçar as relações internacionais e retomar os valores universais da saúde", acrescentou ainda.

No encontro, o diretor-geral da Organização das Nações para a Alimentação e Agricultura (FAO), Qu Dongyu, cobrou uma maior colaboração internacional para combater a pandemia. Em nota oficial, o órgão ressaltou os pontos que devem ser levados em conta também para as próximas crises sanitárias.

"O mundo tem uma oportunidade para reforçar os métodos coletivos e colaborativos para prevenir pandemias futuras através da abordagem One Health universal e inclusiva. Estamos em um ponto de virada histórico para iniciar as ações que servirão para prevenir pandemias futuras", ressaltou Dongyu. (ANSA).
   

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