Começa campanha para plebiscito sobre maconha na Itália

Promotores precisam coletar pelo menos 500 mil assinaturas

Protesto pela descriminalização do plantio de maconha em Roma, 11 de maio de 2019
Protesto pela descriminalização do plantio de maconha em Roma, 11 de maio de 2019 (foto: ANSA)
13:45, 11 SetROMA ZLR

(ANSA) - Um grupo de partidos e associações da Itália iniciou neste sábado (11) uma coleta de assinaturas para convocar um plebiscito sobre a descriminalização do cultivo e consumo de maconha.

Os organizadores precisam reunir o apoio de 500 mil cidadãos até o fim de setembro para forçar a realização de uma consulta popular, e o abaixo-assinado pode ser firmado tanto de forma presencial quanto virtual.

"O tema do cultivo, venda e consumo de maconha é uma das questões sociais mais importantes do nosso país. É um tema que atravessa a justiça, a saúde pública, a segurança, a possibilidade de negócios, a pesquisa científica, as liberdades individuais e, sobretudo, a luta contra as máfias", diz um comunicado dos promotores do plebiscito.

A campanha é organizada por associações contra o proibicionismo e conta com o apoio dos partidos Radicais Italianos, de orientação libertária, Mais Europa, de centro, e Possível, de esquerda.

"Existem 6 milhões de usuários de maconha na Itália, incluindo muitos pacientes deixados sozinhos pelo Estado na impossibilidade de receber tratamentos [à base de cannabis]. Esses italianos têm apenas duas opções: financiar o mercado criminal ou cultivar maconha em casa, arriscando até seis anos de prisão", acrescenta o comunicado.

Na última quarta-feira (8), a Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados da Itália aprovou o texto-base de um projeto de lei que descriminaliza o cultivo caseiro de até quatro plantas de maconha, mas a iniciativa ainda precisa passar pelo plenário e depois pelo Senado, onde deve enfrentar resistência de partidos conservadores. (ANSA)

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