Sindicato da Itália pede proibição de partidos neofascistas

Apelo foi feito após membros do Forza Nuova invadirem sede da CGIL

Apelo foi feito após membros do Forza Nuova invadirem sede da CGIL (foto: ANSA)
09:00, 11 OutROMA ZCC

(ANSA) - O secretário-geral do sindicato italiano CGIL, Maurizio Landini, pediu neste domingo (10) a proibição dos partidos e organizações neofascistas no país, após a sede da Confederação-Geral Italiana do Trabalho, em Roma, ser invadida por manifestantes de extrema direita.

"Todas essas formações que se identificam com o fascismo devem ser dissolvidas e este é o momento de dizer isso claramente", declarou o líder do principal sindicato da Itália em meio à uma multidão que se reuniu hoje em protesto contra a violência.

Ontem à noite, militantes do partido neofascista Forza Nuova aproveitaram o protesto contra o passaporte sanitário da Covid-19 para provocar o caos em Roma. O ato ficou marcado pela invasão na sede da CGIL e pelos confrontos entre o grupo e a polícia.

Landini descreveu o ataque como "um ato de um esquadrão fascista", um "ataque à democracia" e uma "ofensa contra a Constituição" que surgiu após o regime de Benito Mussolini e a Segunda Guerra Mundial.

"Que ninguém acredite que eles podem fazer nosso país voltar ao ventênio fascista ", acrescentou ele, fazendo referência ao período entre 1922 e 1943, em que o Partido Fascista chegou ao poder atacando e matando a oposição de esquerda e os sindicatos.

Por fim, Landini ressaltou "que se alguém pensou em nos intimidar, em nos assustar, em nos calar, deve saber que a CGIL, o movimento operário é que derrotou o fascismo neste país, ele recuperou a democracia".

"Gostaria de agradecer ao presidente da República, ao primeiro-ministro, aos presidentes da Câmara e do Senado e gostaria de agradecer a todas as pessoas, mesmo simples deputados e cidadãos que se sentiram violados e atingidos pelo que aconteceu à CGIL" , disse Landini.

Por fim, o líder do sindicato convocou uma manifestação sob o lema "Mai più fascismo" ("Nunca mais fascismo", em tradução livre) para o próximo dia 16 de outubro.

Os protestos de ontem provocaram a prisão de 12 pessoas, incluindo o líder nacional de Forza Nuova, Giuliano Castellino, e o oficial romano, Roberto Fiore.

Segundo Emanuele Fiano, deputado do Partido Democrático (PD), uma moção "urgente" será apresentada à Câmara "para pedir a dissolução do Forza Nuova e de outros movimentos abertamente fascistas". (ANSA)

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