Polícia da Itália faz buscas para desmantelar grupo neonazista

Com base em Nápoles, extremistas tinham ligações com ucranianos

Polícia de Nápoles faz operação de busca e apreensão contra 15 pessoas acusadas de associação neonazista
Polícia de Nápoles faz operação de busca e apreensão contra 15 pessoas acusadas de associação neonazista (foto: ANSA)
11:12, 19 OutROMA ZGT

(ANSA) - A Polícia de Estado de Nápoles desencadeou uma operação nesta terça-feira (19) contra um grupo neonazista que tem ramificações em, ao menos, outras sete províncias da Itália. Ao todo, são 26 mandados de busca e apreensão contra 15 pessoas investigadas por associação subversiva de matriz neonazista e supremacista.

As investigações estão sendo lideradas pela Divisão de Investigações Gerais e Operações Especiais da Polícia de Estado (Digos) da província italiana e pela Direção Central da Polícia de Prevenção - Serviço para o Combate ao Extremismo e ao Terrorismo Interno.

Com o apoio de outros órgãos policiais, as buscas estão sendo realizadas em Nápoles e nas províncias de Caserta, Avellino, Roma, Siena, Turim, Ragusa, Lecce e Ferrara.

Chamado de "Ordine di Hagal", o grupo usa a internet para disseminar discurso de ódio racial, de supremacia branca e também contra as vacinas anti-Covid - bem como grupos no WhatsApp e Telegram.

De acordo com a investigação, o líder da "Ordem" é o italiano Maurizio Ammendola, 40 anos, e o vice-líder é Michele Rinaldi, 46. Os dois também responderão por posse ilegal de armas e por possuir itens que homenageiam Adolf Hitler.

Além das falas criminosas, os membros da organização teriam feito treinamento paramilitar em algumas cidades das províncias de Nápoles e Caserta com o apoio de ex-combatentes extremistas da Ucrânia, que pertencem a diversos grupos neonazistas.

A Itália vem enfrentando de maneira mais firme os grupos neofascistas e neonazistas, especialmente, após o mais famoso deles, o Força Nova, invadir a sede de um sindicato em Roma para intimidar os funcionários do local. Essas organizações também estão se unindo a grupos antivacina para fazer protestos, por vezes, violentos em várias cidades italianas. (ANSA).
   

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