Itália tem mais de 10 mil novos casos pelo 3º dia seguido

Movimentação na Galeria Vittorio Emanuele, em Milão
Movimentação na Galeria Vittorio Emanuele, em Milão (foto: ANSA)
14:22, 19 NovSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - A Itália registrou nesta sexta-feira (19) mais 10.544 casos e 48 mortes na pandemia de Covid-19, de acordo com boletim do Ministério da Saúde.

Com isso, o total de contágios já diagnosticados no país subiu para 4.904.441, enquanto o de óbitos chegou a 133.082. Esse é o terceiro dia seguido em que a Itália tem mais de 10 mil novos casos.

A média móvel de contágios em sete dias aumentou pela 17ª vez consecutiva e atingiu 8.616, alta de 83% na comparação com duas semanas atrás, porém a de mortes caiu de 59 para 57, cifra 33% maior do que há 14 dias.

A Itália também soma mais de 4,6 milhões de curados e 137.130 casos ativos, maior valor desde 31 de agosto (137.925).

 

"Continua crescendo de modo lento, mas progressivo, a ocupação de enfermarias e UTIs, então é necessária uma maior cobertura vacinal, porém também é preciso manter comportamentos prudentes, como uso de máscaras, higiene das mãos e distanciamento", disse o presidente do Instituto Superior da Saúde (ISS), Silvio Brusaferro.

Até o momento, 84,4% do público-alvo (pessoas a partir de 12 anos) já está totalmente vacinado contra a Covid, porém mais de 7 milhões de indivíduos aptos a se imunizar não tomaram sequer a primeira dose.

A alta nos contágios e óbitos já faz as autoridades italianas discutirem a reintrodução de restrições, porém existe um crescente movimento para que eventuais medidas mirem apenas não vacinados.

"Os 15% [que não se vacinaram] estão tendo um peso muito importante no número de contágios. Se formos obrigados a alterar cores [os níveis de risco na Itália são divididos em branco, amarelo, laranja e vermelho], acho que não podemos penalizar os 85% dos italianos que se vacinaram", sinalizou a ministra de Relações Regionais, Mariastella Gelmini.

"Quem se vacinou não pode pagar pela irresponsabilidade de uma minoria", reforçou o governador da Calábria, Roberto Occhiuto.

No entanto, o governo não vai endurecer as regras em nenhuma região por enquanto. A Itália já exige certificado de imunização, cura ou testagem contra a Covid-19 em praticamente todas as atividades, incluindo locais de trabalho. (ANSA)

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