Governo italiano endurece regras anti-Covid para não vacinados

País aprovou novas medidas, incluindo o 'super passe verde'

País aprovou novas medidas, incluindo o 'super passe verde'
País aprovou novas medidas, incluindo o 'super passe verde' (foto: ANSA)
16:39, 24 NovROMA ZCC

(ANSA) - O governo italiano aprovou nesta quarta-feira (24) um decreto que reforça as medidas contra a Covid-19 e cria o chamado "super passe verde", apenas para vacinados, na tentativa de conter a quarta onda da pandemia no país.

As novas regras acordadas no Conselho de Ministros, por unanimidade, endurecem as medidas anti-Covid para aqueles que não tomaram a vacina contra o coronavírus Sars-CoV-2 e serão válidas de 6 de dezembro até 15 de janeiro de 2022, podendo ser prorrogadas.

Com isso, é criado o chamado "super passe verde", que exigirá que imunizados ou curados da doença apresentem o documento para acessar cinemas, teatros, academias, boates, teleféricos de esqui e estádios, além de bares e restaurantes.

O passaporte deverá ser utilizado nas regiões classificadas como "amarela" e "laranja", de forma permanente, enquanto que nas áreas consideradas "brancas", de baixo risco de Covid-19, será válido durante o período das festas de fim de ano.

As regras da zona vermelha não mudam, portanto as restrições de viagens e fechamentos serão acionados para todos, mesmo que estejam vacinados, em caso da região ser classificada com essa cor.

Além disso, a apresentação do "super green pass" ou teste negativo será obrigatória para o acesso ao transporte público local, segundo relatado por fontes governamentais.

O certificado sanitário "básico", modelo em vigor atualmente, será obrigatório a partir do dia 6 de dezembro também para hotéis, vestiários de atividades esportivas, transporte ferroviário regional e transporte público local.

Para menores de 12 anos, porém, não haverá obrigatoriedade de passe verde, nem mesmo quando chegar a autorização para vacinação de crianças entre 5 e 11 anos.

Os tipos e duração dos testes para detectar a doença permanecem inalterados. Desta forma, os exames anti-Covid serão válidos apenas para ir ao trabalho, para serviços essenciais ou para viagens de longa distância.

Para o restante das atividades, será necessário o uso do super passe verde. No entanto, para os não vacinados será proibido o acesso a todas as atividades cuja entrada agora é obrigatória com o documento.

O Conselho de Ministro aprovou ainda uma nova validade para o passe verde, que passará de 12 para nove meses, e decidiu que não haverá obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre.

O novo decreto também determina a extensão da obrigatoriedade de vacinação para professores e policiais, além dos profissionais de saúde.

"Nos países que fazem fronteira com a Itália, a situação de contágio é muito grave e na Itália piora lenta mas continuamente. A situação ainda está sob controle, mas tomamos novas medidas para evitar riscos e manter a normalidade", afirmou o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, durante coletiva de imprensa.

Apesar de apresentar um índice de imunização acima da média da União Europeia, a Itália tem cerca de 7 milhões de pessoas aptas a se vacinar que não tomaram sequer a primeira dose, o que deixa espaço para os casos continuarem subindo.

Hoje, inclusive, o país registrou o maior número de contágios em quase sete meses, um total de 12.448 infecções em 24 horas. (ANSA)

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